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Jovem de 17 anos é agredido por policial penal durante trabalho em lanchonete

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Adolescente de 17 anos foi agredido com um tapa no rosto dentro de uma lanchonete, na madrugada deste sábado (21), na Avenida Pantaneta, em Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande. O suspeito é um policial penal, que teria atacado o jovem de forma repentina enquanto ele trabalhava como copeiro no local. Câmeras de segurança registraram o momento da agressão. O homem estava sentado com outro rapaz, se levantou, foi até a vítima e, ao receber a mão estendida para cumprimento, segurou o braço do adolescente e desferiu o tapa. Após ser atingido, o jovem ficou alguns segundos sem entender a situação. Quando tentou reagir e ir atrás do agressor, foi alertado por outra pessoa. “Ele é polícia, irmão”. Diante disso, recuou e voltou para dentro do estabelecimento. O pai da vítima afirma que a família ficou abalada. “Esse tapa foi totalmente inesperado e até agora estamos muito abalados com a situação. Além disso, o policial colocou a mão na cintura e fez ameaças, o que deixou meu filho ainda mais assustado”, disse. Segundo ele, a denúncia foi feita imediatamente. “Assim que soubemos do ocorrido, fomos à delegacia e registramos o boletim de ocorrência contra ele. No entanto, estamos preocupados com a possibilidade de que isso não tenha consequência alguma”. O proprietário da lanchonete acompanhou o caso e levou o adolescente até a delegacia ainda na mesma noite, quando o registro foi formalizado. Em relato, o jovem contou que trabalhava normalmente no momento da agressão. “Eu estava apenas organizando a bag para o entregador, colocando os pedidos dentro normalmente. Em um momento, passei por um rapaz e ele simplesmente parou e ficou me encarando. Logo depois, ele estendeu a mão, como se fosse me cumprimentar. Quando fui retribuir o cumprimento, ele virou e me deu um tapa no rosto”. Ele disse que a reação demorou a vir. “Fiquei completamente sem entender, porque foi algo totalmente inesperado. Eu nunca tinha visto aquele rapaz na minha vida”. Ao perceber o que havia ocorrido, tentou reagir. “Na hora, olhei para o colega do caixa e falei: ‘Caramba, o cara me bateu’. Ele respondeu: ‘Você não vai fazer nada? O cara te bateu’. Foi aí que caiu a ficha. Então eu avancei na direção dele, porque não dava para simplesmente deixar aquilo acontecer sem reação”. No entanto, recuou ao notar o comportamento do agressor. “Nesse momento, o outro rapaz que estava com ele começou a gritar, dizendo que ele era policial. Ao mesmo tempo, o agressor colocou a mão na cintura, como se fosse sacar alguma coisa. Foi nessa hora que eu recuei”. A reportagem procurou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para se posicionar sobre o caso e esclarecer a conduta do servidor apontado como suspeito da agressão e aguarda retorno.