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Polícia do DF investiga empresa vinculada a ex-policial por monitoramento de dados sigilosos

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 16, uma operação para investigar o uso indevido de sistemas públicos na obtenção de informações sobre autoridades e cidadãos do Distrito Federal (DF). Durante a ação, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão no âmbito de um inquérito que apura o acesso irregular a dados sigilosos armazenados em bancos restritos de órgãos da administração pública.

A investigação teve início após uma denúncia anônima apontar que uma “empresa privada de investigação” estaria realizando monitoramento de autoridades públicas, empresários e outros cidadãos do DF. Segundo as suspeitas iniciais, o trabalho de coleta de informações poderia estar sendo realizado com o uso irregular de dados obtidos em sistemas institucionais restritos.

Com o avanço das diligências, os investigadores reuniram indícios de que um policial civil aposentado estaria por trás do acesso às informações. De acordo com a apuração, o servidor atualmente ocupa um cargo comissionado em uma empresa pública distrital e possui acesso a bases de dados institucionais. Entre esses sistemas estariam inclusive plataformas da própria PCDF, acessadas por meio de um acordo de cooperação técnica.

As apurações indicam que o investigado teria realizado consultas envolvendo dados cadastrais de empresários, policiais, jornalistas e servidores públicos ligados a gabinetes de parlamentares do Legislativo distrital e federal, além de integrantes do Executivo local. Também teriam sido acessadas informações de pessoas com vínculo de parentesco com essas autoridades.

A operação recebeu o nome de Operação Nexus Fractus. A expressão deriva das palavras latinas “nexus”, que significa conexão ou vínculo, e “fractus”, que remete a algo quebrado ou rompido. Segundo os investigadores, o nome faz referência à possível ruptura do vínculo de confiança relacionado ao acesso e ao uso de dados institucionais considerados restritos.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), unidade subordinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor). Conforme apontam as autoridades, há indícios de que as consultas aos sistemas públicos possam ter sido realizadas para fins particulares ainda não totalmente identificados.

Uma das hipóteses analisadas no inquérito é que as informações obtidas teriam sido utilizadas em benefício de uma empresa privada vinculada ao próprio investigado. 

Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira têm como objetivo reunir novos elementos de prova. Além disso, a polícia pretende identificar a extensão dos acessos realizados aos sistemas institucionais e esclarecer qual teria sido o objetivo da utilização dessas informações.

A investigação também busca verificar se há outros envolvidos no esquema. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como violação de sigilo funcional qualificado e invasão de dispositivo informático qualificado.

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