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Quadrilha que amarrou família em assalto veio de MT e é do Comando Vermelho

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Os suspeitos de invadirem uma casa no Bairro Universitário, deixarem uma família amarrada e roubarem pertences, carros e joias em Campo Grande, revelaram que parte do grupo criminoso veio do estado de Mato Grosso e seria ligada à facção criminosa Comando Vermelho. O crime ocorreu nesta quarta-feira (11) e terminou com a prisão de Felipe da Rocha Pinho, 18 anos, e Lucélia Gonçalves Honório, 39 anos. No momento da prisão, Felipe informou aos policiais do Batalhão de Choque que mora em Várzea Grande (MT) e que chegou a Campo Grande no dia 6 de março. Segundo ele, foi contratado para participar do roubo mediante pagamento de R$ 1.500. Ainda conforme relatado, ele e Lucélia ficaram hospedados em uma pousada enquanto aguardavam a chegada de outros três comparsas. Todos seriam de Mato Grosso e apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Felipe relatou ainda que ele e outro comparsa seriam os responsáveis por render as vítimas para possibilitar a entrada dos demais autores na residência. Em contato com as vítimas, foi informado que um dos autores, identificado pelas características como sendo Felipe, teria sido o mais agressivo durante a ação criminosa. Em razão das agressões sofridas, uma das vítimas permanece hospitalizada. Ao final da ocorrência, Felipe da Rocha Pinho e Lucélia Gonçalves Honório foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Na delegacia, Lucélia preferiu permanecer em silêncio, dizendo apenas que está muito arrependida e que não sabe explicar por que tomou essa atitude sem pensar. Já Felipe afirmou que não estava armado no momento do crime e negou ter agredido as vítimas. Ele declarou que não machucou ninguém e que não privou nenhuma pessoa da liberdade. O caso -  De acordo com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, cinco pessoas encapuzadas e armadas invadiram o imóvel, renderam um homem e a mãe dele, os amarraram e roubaram diversos pertences, joias e dois veículos: um GM Celta vermelho e um VW New Beetle amarelo. Os criminosos pegaram o celular da vítima e realizaram operações financeiras, incluindo a renovação de um empréstimo de R$ 61 mil e outro de R$ 2.742,86, além de transferências e Pix para uma conta em nome de uma mulher. Também foram retirados valores de contas bancárias e cerca de R$ 2,3 mil em dinheiro das vítimas. Após o crime, equipes foram informadas pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) de que os veículos seguiam pela BR-163 em direção ao distrito de Anhanduí. Durante diligências, os policiais visualizaram os carros retornando para Campo Grande e tentaram realizar abordagem, mas os motoristas fugiram. Depois de alguns quilômetros de acompanhamento, o Celta foi interceptado. No carro estavam Lucélia, que conduzia o veículo, e Felipe como passageiro.  Com apoio de outras equipes, o New Beetle foi encontrado posteriormente em uma estrada vicinal, abandonado após colidir contra uma cerca. Os ocupantes não foram localizados. Dentro do Celta, os policiais encontraram um aparelho de ar-condicionado, duas mochilas, uma antena Starlink e uma carteira pertencente à vítima. Durante revista no passageiro, também foram localizadas uma corrente de ouro com pingente e uma pulseira dourada. Segundo a polícia, a mulher afirmou que mora em Goiânia (GO) e que chegou a Campo Grande no dia 3 de março após ser contratada para participar do crime e levar um dos veículos até a fronteira, pelo valor de R$ 3,5 mil. Os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil. Os veículos recuperados foram entregues à Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos). Horas de terror -  As vítimas passaram cerca de três horas sob o controle dos criminosos durante o assalto dentro da casa onde a idosa de 74 anos mora sozinha desde a década de 1990. Armados, os assaltantes renderam mãe e filho, fizeram transferências bancárias, realizaram empréstimos e provocaram um prejuízo aproximado de R$ 84 mil. Durante a ação, também ameaçaram matar o cachorro da família, chamado Scoob.  O crime ocorreu quando a residência estava sem energia elétrica. O filho da idosa foi até o local verificar o problema e percebeu dois homens observando a rua. Ao terminar de checar o quadro de luz e voltar para dentro da casa, ele foi surpreendido pelos suspeitos, que apontaram um revólver para sua cabeça e o obrigaram a entrar. Dentro da residência, a dupla também rendeu a aposentada, que foi jogada no sofá e imobilizada. Mãe e filho foram amarrados com objetos encontrados na própria casa, como lençóis, toalhas e até fios de ventilador. Amordaçados, permaneceram sob vigilância enquanto os criminosos exigiam dinheiro e informações. Com o celular da vítima, o grupo realizou transferências e empréstimos que somaram cerca de R$ 84 mil, liberando a mordaça apenas quando era necessário fazer reconhecimento facial para autorizar as operações bancárias. Durante o assalto, outros três suspeitos chegaram ao imóvel, totalizando cinco envolvidos. Segundo o relato, o grupo circulava pela casa, conversava, bebia água e chegou a comer alimentos da cozinha. Em determinado momento, um dos criminosos ameaçou matar o cachorro da família após o animal começar a latir, o que deixou a idosa ainda mais desesperada. Para acalmá-lo, os assaltantes permitiram que ela segurasse o animal. Antes de fugir, os criminosos levaram dois veículos da família, um GM Celta vermelho e um VW New Beetle amarelo. Após a saída do grupo, o filho conseguiu se soltar, pediu ajuda a um vizinho e acionou a polícia. Muito abalada, a aposentada afirmou que agora tem medo de continuar morando na casa onde vive há décadas.