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Mulher é presa com pistola na 2ª fase de ação que apura morte de informante

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Uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante por posse ilegal de uma pistola calibre 380 e munições em Itaquiraí, a 405 km de Campo Grande. A prisão foi feita pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Fronteira), no âmbito da 2ª fase da Operação Trilha de Hermes. Deflagrada pela primeira vez em 2 de dezembro de 2025, a operação investiga um grupo criminoso apontado como autor do sequestro e assassinato de um informante da polícia. Com antecedentes criminais e sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, Aldevan Pontes de Jesus, de 32 anos, estava colaborando com investigações policiais quando desapareceu, em junho deste ano. Indícios mostram que Aldevan foi sequestrado e morto pelo bando, mas o corpo não foi localizado até agora. Conforme o delegado Guilherme Scucuglia Cezar, chefe da Defron, a mulher não é suspeita de ligação no desaparecimento de Aldevan. Identificada apenas pelas iniciais, P.S.F. disse aos policiais que tinha a pistola para segurança pessoal. Ela foi presa durante cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido contra o marido dela, um dos quatro alvos dessa segunda fase da operação. Esse homem e os outros três acusados tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça como suspeitos de sequestrar e assassinar Aldevan. Nenhum deles foi localizado e os quatro são considerados foragidos. Com apoio de delegacias da região, do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e do Comando de Operações Aéreas, a Defron cumpriu hoje oito mandados de busca domiciliar em Itaquiraí e Naviraí. Celulares e uma caminhonete usada no tráfico de drogas foram apreendidos e encaminhados à Defron para continuidade das investigações. Sequestro e morte - A quadrilha atua no narcotráfico tanto no perímetro urbano quanto na área rural de Itaquiraí. Os investigadores têm certeza de que Aldevan Pontes de Jesus foi sequestrado e assassinado. O último sinal emitido pela tornozeleira eletrônica sobre sua localização apontou a área rural de Itaquiraí. Os traficantes acreditavam que Aldevan, que não fazia parte do grupo, estava passando informações sobre a atividade criminosa e decidiram eliminá-lo. O desaparecimento do informante desencadeou as investigações. Na primeira fase, em dezembro, sete pessoas foram presas por suspeita de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro, lavagem de capitais e organização criminosa armada. Cinco foram localizadas em Itaquiraí, uma em Naviraí e outra em Porto Velho (RO). Os investigadores identificaram esses quatro alvos da segunda fase após a análise de provas apreendidas durante as buscas de dezembro. Esses suspeitos estariam ligados diretamente ao sequestro, assassinato e ocultação do cadáver do informante.