A relação de amor e ódio entre Hebe e os goianos
Hebe Camargo era a rainha da televisão. Seu carisma, seu domínio de palco, sua risada contagiante faziam o público ligar a televisão no SBT nas noites de segunda para ver o seu programa. Logo no início, Hebe fazia uma espécie de editorial, um comentário sobre um evento político importante na semana que passou. Ela criticava as atuações de vossas excelências, não tinha papas nas línguas. Coitado do Silvio Santos que recebia os telefonemas de Brasília por causa de alguma fala da apresentadora.
Em 1987, o acidente com o Cesio 137 ocorrido em Goiânia comoveu o país. É claro que o acontecido seria pauta do programa da Hebe. Ela fez comentários que só reforçavam o preconceito contra os goianos. A má repercussão dos comentários da apresentadora fez com que o SBT convidasse o então Governador Henrique Santillo para entrar ao vivo no programa para que Hebe pudesse se retratar. O governador foi até Brasília para fazer um link e conversar com ela. Porém, Hebe em manter sua fala sobre o acidente e Santillo simplesmente retirou o microfone da roupa e saiu do programa. Muitos goianos reprovaram a fala da apresentadora.
Passado o tempo, a radiação do cesio foi controlada e Hebe continuou seu programa no SBT. Os ânimos se acalmaram, a poeira baixou. Em 2001, Hebe retomou sua carreira de cantora e gravou um CD. A Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) a convidou para uma apresentação em Goiânia na noite do dia 13 de novembro, no Teatro Rio Vermelho (no mesmo terreno onde a cápsula do Césio foi encontrada). Hebe foi muito bem recebida, o público adorou o show e o então Governador Marconi Perillo a convidou para um jantar no Palácio das Esmeraldas.
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