Peça usa telefone do além para revelar segredos entre gerações
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Uma ligação telefônica interrompe o silêncio do apartamento. Do outro lado da linha, uma voz familiar: é a mãe, morta há vinte anos. Assim começa o colapso da vida organizada de uma contadora aposentada em "Asas de Pano", peça de Eliete Cigarini dirigida por Otávio Martins. O que poderia ser apenas mais um drama doméstico sobre o "ninho vazio" ganha contornos de realismo fantástico quando o passado deixa de ser lembrança e se torna presença, utilizando o telefone como um canal doméstico para o extraordinário.
Leia mais (03/03/2026 - 11h00)
