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Entre ansiedade e renda extra, candidatos encaram prova do IBGE

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Neste domingo (1°), a movimentação na Faculdade Unigran, no Centro de Campo Grande, foi intensa. Candidatos inscritos no processo seletivo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), chegaram cedo para disputar vagas temporárias de agente de pesquisa e mapeamento e de supervisor de coleta e qualidade. Dias atrás, o portal mostrou que a seleção teve alta concorrência no Estado. Agora, o cenário saiu dos números e ganhou rosto, expectativa e, principalmente, necessidade. Aos 49 anos, Antônio Carlos de Oliveira voltou a tentar uma vaga. Ele já trabalhou no Censo e vê na seleção uma chance concreta de reforçar o orçamento. “Já participei em outras oportunidades, inclusive na última vez que houve o Censo, eu trabalhei”, contou. Autônomo na área do direito, ele diz que pretende conciliar as atividades. “É um trabalho temporário por meio de CLT, mas sempre é um bom negócio. É uma oportunidade de ter uma renda interessante durante esses anos de crise”. Para ele, pode ser renda principal ou complementar. “Qualquer uma das duas coisas será bem-vinda”. Para Flávia Mendes, de 33 anos, a prova representa uma porta de entrada no mercado novamente. Ela fez exame pela manhã e voltou à tarde para tentar outro cargo. “A expectativa é boa, eu estou confiante. A prova da manhã eu achei um pouco complicada em matemática, mas no geral eu fui bem”. Ex-servidora municipal da área da educação em outro município, Flávia está em Campo Grande desde o ano passado e atualmente procura emprego. Foi direta ao explicar o que a motivou. “É o salário mesmo”. Pedro Antônio, de 28 anos, também fez as duas provas. Formado em Geografia, ele já trabalhou como recenseador e quer voltar ao instituto. “A prova de agente de mapeamento foi tranquila, principalmente na parte de geografia e linguagem. Agora vou fazer para supervisor”. Ele está empregado, mas fora da área de formação. Vê na seleção a chance de retomar o caminho profissional. “Já com o concurso consigo me ingressar novamente na minha área”. Sobre a experiência anterior, resume: “É um trabalho bom. Tem dificuldades, mas é tranquilo. Eu sempre gostei”. Também formada em Geografia, Clara Targino, de 26 anos, optou apenas pela prova de supervisora no período da tarde. Chegou cedo para evitar imprevistos com o horário de Brasília, que costuma confundir candidatos em Mato Grosso do Sul. “Mudou a banca esse ano, é outra banca, então também tô ansiosa pra saber como é. Mas tô controlando a ansiedade”. No processo seletivo em Mato Grosso do Sul, são 242 vagas temporárias, sendo 212 para agente de pesquisa e mapeamento e as demais para supervisor de coleta e qualidade. O salário é de R$ 2,6 mil para agente e R$ 3,3 mil para supervisor, ambos com jornada de 40 horas semanais. Os contratados também têm direito a auxílio-alimentação de R$ 1.175, além de auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e 13º proporcionais.