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O retorno caótico dos trabalhos na Câmara de Goiânia

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O início do ano legislativo da Câmara Municipal de Goiânia, oficializado em sessão na manhã desta quarta-feira, 25, pode ter dado o tom de caos que a Casa terá nos próximos meses. O retorno nada tranquilo dos vereadores foi marcado pela ausência do prefeito Sandro Mabel e parlamentares de oposição inflamando manifestantes que lotaram a galeria.

A abertura da sessão foi precedida pela protocolização de um pedido de impeachment contra o chefe do Executivo municipal por parte de seu ex-líder no parlamento municipal, Igor Franco (MDB).

O vereador, inclusive, chegou a levar um boneco inflável do prefeito para a sessão e foi um dos principais incentivadores do protesto de médicos da rede municipal que estavam na galeria para cobrar posicionamentos quanto à saúde pública da capital.

A sessão foi aberta tendo, entre os componentes da mesa, o presidente Romário Policarpo e a vice-prefeita Coronel Cláudia Lira. A vice, no entanto, deixou a sessão pouco depois da abertura e rumou para uma agenda na sede da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), no Jardim Guanabara.

A presença de Sandro Mabel também era aguardada, mas o gestor acabou não aparecendo. A reportagem apurou que ele voltou hoje de uma viagem a São Paulo e foi direto para a agenda no Jardim Guanabara. Um rumor de que o prefeito teria ido à Câmara, mas deixado o local antes da sessão de abertura dos trabalhos chegou a correr no Plenário, mas foi desmentido logo depois.

Igor Franco levou um boneco inflável para a Câmara | Foto: Ton Paulo/Jornal Opção

Líder de Mabel na Câmara, o vereador Wellington Bessa atribuiu a ausência do prefeito a um atraso na chegada dele da viagem a São Paulo. “Por conta de um problema no voo, ele não conseguiu chegar. Mas ele estará conosco todo semestre, na Câmara Municipal”, afirmou.

O motivo oficial do não comparecimento de Mabel, no entanto, ainda não foi divulgado pela Prefeitura de Goiânia.

Questionado sobre o pedido de impeachment apresentado por Igor Franco, Bessa minimizou a situação e disse que recebeu a notícia “com tranquilidade”. “Qualquer vereador tem legitimidade para fazer qualquer tipo de requerimento”, avaliou.

Executivo vs Legislativo

O vereador garantiu ainda que o clima de abertura dos trabalhos da Casa, com a ausência do prefeito e protestos da oposição, deve ser contornado e não será um empecilho no diálogo entre o Executivo e o Legislativo.

“Eu acho que a relação dele tem sido boa, respeitosa, com membros da oposição, com os independentes. O prefeito sempre foi muito respeitoso, recebe os vereadores, fala, dialoga. Então isso não atrapalha, não”, concluiu.

No entanto, parlamentares que se declaram “independentes” na Casa ouvidos pela reportagem disseram que episódios como o de hoje, da ausência do prefeito em uma sessão simbólica da Câmara, e a sequência de vetos a projetos de vereadores que não estão na oposição, mas também não estão na base, podem contribuir para um “afastamento” desse grupo do Executivo. “Acaba que causa uma indiferença”, afirmou, um vereador.

Leia também: Base de Sandro Mabel se articula para aprovar projetos estratégicos em Goiânia

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