Vilmar Mariano nega aprovação em aplicação de R$ 40 milhões do AparecidaPrev no Banco Master
O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Vilmar Mariano afirmou ao Jornal Opção que não teve participação direta nem deu anuência à aplicação de R$ 40 milhões do AparecidaPrev em letras financeiras ligadas ao Banco Master, operação que passou a ser investigada pela Polícia Federal.
Segundo apuração divulgada pela CNN Brasil, o investimento foi realizado em 6 de junho de 2024, quando o município ainda estava sob a gestão de Vilmar Mariano. As investigações apontam que a aplicação teria ocorrido sem autorização do Conselho Municipal de Previdência e com informações consideradas irregulares.
O caso envolve o instituto de previdência dos servidores municipais de Aparecida de Goiânia e menciona, além do ex-prefeito, o ex-secretário da Fazenda Einstein Paniago, que também presidiu o AparecidaPrev até 2023. A Polícia Federal apura ainda a possibilidade de ampliação do aporte, que poderia ultrapassar os R$ 40 milhões inicialmente aplicados.
Ao Jornal Opção, Vilmar Mariano declarou que o regime previdenciário municipal tem natureza autárquica e autonomia administrativa. “Aparecida é um regime próprio. Aparecida é um regime que é autarquia. Eles dizem que o investimento não passa pelo crivo do prefeito e nada. O investimento passa pelos conceitos de gestão que tem no AparecidaPrev, na instituição. Então, eu não tenho nada com isso. Quem aplicou o dinheiro foi o secretário Robson”, afirmou.
O ex-prefeito afirmou que, ao indicar o responsável pela gestão, orientou que aplicações fossem feitas apenas em bancos oficiais. “Quando eu o indiquei pra lá, eu disse: olha, o investimento é só em banco oficial, Caixa, Banco do Brasil.”
Vilmar afirmou que, após a repercussão do caso envolvendo o Banco Master, conversou com integrantes da gestão e com o então secretário. “Eu convidei eles e disse: olha, eu falei pra vocês fazer esse investimento deveria ser feito só em banco oficial, e eles deram as explicações deles”
Ele também relatou diálogo com o antigo secretário. “Falei: isso aí tem que rever, porque isso aí é investimento alto em banco que não é banco oficial. Banco oficial, a gente tem que fazer a aplicação. A determinação é fazer a aplicação em banco oficial.”
Diante da discussão na Câmara Municipal sobre a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar o caso, Vilmar Mariano afirmou que não se opõe à investigação, caso haja indícios de irregularidade. “Eu acho que se houver ilícito nisso aí, que eu não sei se há ilícito, eu acho que tem que ter uma CEI na Câmara. A própria Polícia Federal vai fazer uma investigação. E eu acredito que tem que fazer, sim.”
Investigação segue em andamento
As investigações analisam a legalidade do investimento, o cumprimento das normas previdenciárias e a eventual responsabilização administrativa ou criminal dos envolvidos. Extratos bancários obtidos na apuração indicariam tentativas de ampliar os valores aplicados, o que elevou a pressão política sobre ex-integrantes da gestão municipal.
Na Câmara de Aparecida de Goiânia, vereadores defendem a necessidade de apuração detalhada sobre os critérios técnicos adotados, os mecanismos de controle interno e eventuais riscos ao patrimônio do instituto de previdência.
O caso permanece sob investigação da Polícia Federal.
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