O leque colorido das manas virou acessório predileto no Carnaval
É oficial: o leque das manas é o novo acessório do Carnaval de Campo Grande, assim como a saia de tule, que sempre é vista no corpo dos foliões. Seja para dar close, amenizar o calorão ou marcar o compasso das músicas com o irreconhecível “vra”, o leque tem sido visto aos montes nos bloquinhos. De diferentes cores, tamanhos e formatos, o acessório deixou de ser coadjuvante. Tem gente que usa para se abanar sem parar, e outros que preferem bater o leque na batida da música, fazendo do objeto quase que um instrumento rítmico improvisado. Para a social media Amanda Gomes, de 28 anos, a moda pegou de vez. “Nossa, está em todo canto. Todo lugar tem alguém com leque. A gente usa para o calor, mas também para dar uma batidinha no compasso da música”, comenta. Para ela, o acessório já ganhou status oficial de item carnavalesco. “Com certeza virou. Acho que começou muito forte com o público LGBT, mas agora já tá todo mundo usando mesmo”, avalia. O dela foi comprado no Centro por R$ 15. “É de papel, então tenho que tomar cuidado para não quebrar. O confeiteiro Ikaro Muniz, de 29 anos, também não desgruda do leque. “Eu uso para acompanhar a música, para dar o tom. Não é necessariamente para o calor, é para o close”, ele conta, brinca. Ele adiciona que aderiu ao acessório neste Carnaval e até já quebrou dois. “Tem que ter estoque”, afirma. Símbolo de resistência - Se hoje o leque se popularizou entre todos os públicos, ele carrega um significado especial para a comunidade LGBT+. Há tempos foi adotado como forma de expressão, e o famoso “vra” virou marca registrada e sinal de resistência. Isso ficou evidente na “chuva de leques” durante o show de Lady Gaga no ano passado, quando o público transformou o acessório em manifestação coletiva. “Virou um acessório principalmente da galera LGBT. É um símbolo nosso. A gente aderiu”, avalia a advogada Bianca Medeiros, de 28 anos. Ela conta que usa não só no Carnaval, mas em outras festas e eventos que vai. “É para o calor e para dar close. Para tudo”, pontua. A técnica de enfermagem Giovanna Rodrigues, de 23 anos, levou o acessório a outro nível. Ela mesma personalizou o leque com uma corrente de miçangas, feita à mão, para enrolar no corpo e evitar perder no meio da multidão. O cordão ainda leva o nome dela. “Vi na internet e resolvi fazer. Assim não preciso ficar segurando o tempo todo. Está aqui amarradinho, quando dá calor é só abrir”, explica. O investimento foi de R$ 15 no leque, mais R$ 3,50 no saquinho de miçangas. “Tem o calor, mas tem o close também. Aquela batida na música fica perfeita”, relata. Para a hoteleira Thaynara Dávila, de 40 anos, o leque já fazia parte da rotina antes mesmo da febre carnavalesca. “Sempre usei. Mas agora virou indispensável por causa do calor. Está na moda desde o show Lady Gaga e agora ficou fixo”, comenta. O dela custou R$ 40 e ela garante que também sabe fazer o “vra”. “Tem que saber bater o leque também”, brinca. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .
