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Arqueólogos investigam vestígios históricos no Porto Geral em Corumbá

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Pesquisadores iniciaram estudo arqueológico no Porto Fluvial União, em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, para identificar possíveis vestígios históricos antes de qualquer intervenção na área. O trabalho é conduzido pelo Laboratório de Arqueologia do Pantanal, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A pesquisa de campo é coordenada pela professora Luana Campos, com atuação da arqueóloga Rute de Lima Pontim, responsável pela avaliação técnica. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, as atividades incluem vistoria, prospecção do solo e, caso haja achados, escavação e salvaguarda do material.  Conforme as pesquisadoras, a localização estratégica e a importância histórica da navegação no Rio Paraguai fazem do município um ponto-chave para compreender rotas comerciais, entradas para o interior do Brasil, a ocupação ligada às minas de Cuiabá no século 18 e episódios como a Guerra do Paraguai, além de registros de presença humana que podem ultrapassar 8 mil anos.  De acordo com Luana, os vestígios materiais ajudam a revelar aspectos da história que não aparecem em documentos escritos. “A materialidade permite acessar informações que muitas vezes não foram registradas ou foram produzidas com determinada intenção”, explica.  A avaliação de impacto arqueológico é prevista na Lei nº 3.924/1961, que estabelece que bens arqueológicos pertencem à União, e deve ocorrer antes de obras ou ocupações do solo. O procedimento envolve análise dos órgãos licenciadores e diálogo com o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em janeiro, o Iphan autorizou a realização de pesquisa arqueológica na área por meio de portaria, que deixa claro que a autorização concedida não equivale à licença ambiental nem representa a liberação definitiva do empreendimento. Sem esse levantamento prévio, alertam as especialistas, há risco de perda irreversível de parte da história regional e latino-americana, situação já registrada em intervenções realizadas sem licenciamento adequado.  Quando não é possível preservar o material no próprio local, os achados podem ser retirados de forma controlada e encaminhados para guarda institucional, permanecendo disponíveis para pesquisa, educação patrimonial e visitação.  As pesquisadoras destacam que a preservação pode caminhar junto ao desenvolvimento urbano, agregando valor cultural, turístico e histórico aos empreendimentos, desde que o estudo arqueológico seja considerado já na fase inicial dos projetos. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas  redes sociais .