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Casa histórica vira ponto de acolhimento LGBT no Carnaval

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Casa histórica da Esplanada Ferroviária será usada temporariamente durante o Carnaval de rua como centro de acolhimento ao público LGBTQIA+. A ação foi batizada de “A Casa é Nossa” e quer oferecer um espaço seguro durante a festa. Localizada na Rua Temístocles, nos dias de folia, a Rua vai virar “Travessa Bandeira”. O imóvel já está destinado a ser a 1ª casa de proteção a essas pessoas no Estado, mas por hora o projeto segue “congelado”. A proposta geral é oferecer atendimento psicológico, assistência jurídica, serviços de saúde mental, alimentação e alojamento temporário para quem está em situação de vulnerabilidade familiar, social ou é vítima de diferentes formas de violência e exploração.  Porém, neste Carnaval, a ideia é que a casa sirva como ponto de apoio da Cruz Vermelha; do Tribunal de Justiça, com o projeto Todos por Elas; do Ministério Público Estadual, com a campanha Não é Não; da Defensoria Pública; da Secretaria do Patrimônio da União; do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; da Subsecretaria de Direitos LGBT; do CTA, Centro de Testagem e Aconselhamento; e do Conselho Tutelar. Heubert Morinigo, representante da Cruz Vermelha, explicou que o espaço está sendo organizado com vários movimentos liberados pela ABC (Aglomerado de Blocos de Carnaval de Rua de Campo Grande). O Lado B esteve por lá nesta tarde e acompanhou parte da pintura da fachada e limpeza no terreno para a instalação de 3 grandes tendas para o atendimento. Quem libera a ação é Thallyson Perez, dono do Ponto Bar. Ele conta que a iniciativa significa muito porque, em 20 anos, nunca existiu um espaço destinado ao acolhimento e direcionamento de todas essas pautas. Segundo ele, a ideia é pressionar o poder público para que libere a implementação permanente da casa no endereço. "No Carnaval a gente quer unificar todos os atendimentos, dando encaminhamento pra essas pessoas que sofreram algum tipo de abuso, assédio, importunação. É muito importante. As instituições abraçaram com muito êxito, todo mundo criou uma expectativa nessa campanha. O espaço não está 100% ocupável, então é praticamente uma mobilização mesmo que a gente quer fazer para mostrar o poder público que é importante a gente ter uma casa de acolhimento na cidade".  Após a folia, os indicadores de atendimentos serão divulgados também como forma de mostrar a importância do espaço. Caso saia do papel, o local será a primeira casa de acolhimento desse tipo para o público em Mato Grosso do Sul. Segundo o grupo de trabalho responsável pela mobilização, a iniciativa não altera a finalidade do imóvel nem cria nova destinação. Entre os atendimentos previstos durante o período carnavalesco estão: acolhimento LGBTQIA+ com escuta qualificada e orientação em casos de LGBTfobia e transfobia; aplicação do protocolo “Não é Não”, voltado ao atendimento de mulheres vítimas de assédio. Além disso, mediação e orientação em situações de racismo; Primeiros socorros e apoio físico e emocional. As ações de saúde e redução de danos terão apoio do Centro Estadual de Cidadania LGBTQIA+ e da ONG Águia Morena.