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Vanderlan Cardoso: “Tendência é apoiar Daniel Vilela, mas não vou ficar mendigando apoio”

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Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o senador Vanderlan Cardoso (PSD) falou sobre o encontro com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e também com o governador Ronaldo Caiado, recém-chegado na sigla. O senador descarta o interesse de ir para outra legenda para disputar uma vaga ao Senado e que não tem interesse de sair como deputado federal no pleito de 2026.

Além disso, disse que a tendência é apoiar Daniel Vilela, mas não descarta diálogo com outros pré-candidatos, como Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL). Enfatizou o apoio a Caiado, caso ele venha ser candidato à Presidência da República, e afirmou que ainda não há reunião marcada para alinhar o futuro do seu projeto dentro do partido.

O que ficou acertado nesse encontro entre o senhor e o presidente do partido, Gilberto Kassab?

Vanderlan Cardoso – A gente foi definir os rumos do PSD em Goiás, mas até agora ainda não teve uma definição. Acredito que isso aconteça nas próximas reuniões.

O senhor também defendeu a sua candidatura ao Senado pela sigla? Tem encontrado alguma resistência para o seu projeto em 2026?

Vanderlan Cardoso – Não tenho encontrado resistência. O que eu quero é que possamos construir juntos a minha candidatura à reeleição, que é um direito meu pelo PSD. Essa é minha pretensão desde que decidi ir para reeleição e, hoje, com boas condições de ser reeleito.

Mas se o senhor não enxergar a possibilidade de candidatura dentro do PSD, já está procurando outros partidos? O senhor tem visto que isso pode não dar certo pela atual sigla?

Vanderlan Cardoso – Eu não vejo que não há possibilidade [de ser candidato pelo PSD]. Eu construí um trabalho dentro do partido. O PSD, quando eu assumi, tinha 23 comissões, hoje são quase 170 comissões. O partido tá organizado. Eu tenho contribuído com o PSD e também foi me dado a possibilidade de crescer dentro dele e também em Brasília. Eu não vejo porque [ter a possível resistência] e o Gilberto Kassab também deixou bem claro que tem interesse que a gente vá para a reeleição. O que precisa, agora, é ser construído isso diante do fato novo: a vinda do governador para o partido do qual eu apoiei desde o início.

Gilberto Kassab deu algum prazo para lhe dar uma resposta sobre o seu projeto? E terá a intervenção de uma pessoa de fora para achar esse consenso dentro do partido?

Vanderlan Cardoso – O presidente Kassab chamou o deputado federal Domingos Neto, do Ceará, para ser essa pessoa de ouvir todos os lados com o objetivo de tentar achar esse consenso.

Durante a reunião, Gilberto Kassab teria sinalizado para o senhor sobre a chapa governista ser composta por Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL) como os nomes para concorrer ao Senado?

Vanderlan Cardoso – Essa reunião foi para definir questões do PSD, não de outros partidos. A questão de outros candidatos, de outros partidos, será um problema deles.

O senhor pode voltar atrás no seu interesse e disputar às eleições como deputado federal?

Vanderlan Cardoso – Não tenho interesse e não passa pela cabeça. Hoje, eu tenho parceria com diversos deputados federais. Então, não tem como eu sair para federal. Como é que eu vou para as bases deles? Isso não vai acontecer de forma alguma. E por que eu vou retroceder se hoje eu estou bem posicionado nas pesquisas e tenho o apoio da maioria dos prefeitos, vereadores, lideranças e da própria população? Não tem por que sair do projeto. Essa é uma decisão que não serão os outros que vão tomar por mim. É uma decisão minha. Não são os outros que vão chegar a mim e dizer o que tenho que ser ou em para qual cargo devo me candidatar. É uma decisão exclusivamente minha.

Mas Gilberto Kassab tem sinalizado que o senhor terá espaço para tentar a reeleição ao Senado?

Vanderlan Cardoso – Claro que sim. Se meu presidente não tivesse sinalizado e dado essa condição, eu não estaria, em hipótese alguma, discutindo uma candidatura ao Senado.

E por que a escolha do deputado federal Domingos Neto para ser esse mediador?

Vanderlan Cardoso – Não sei. Essa pergunta deve ser feita ao [Gilberto] Kassab.

Se o PSD indicar o candidato a vice-governador, terá como indicar um nome ao Senado?

Vanderlan Cardoso – Não. Isso não foi discutido.

Procede que o senhor tem conversado com o pré-candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, para essas eleições?

Vanderlan Cardoso – Não. Para as eleições de 2026, eu não estive hora nenhuma com Marconi Perillo para conversar sobre o assunto, mas não tenho problema nenhum que isso aconteça, quero deixar isso muito bem claro, porque política tem que se discutir com outros políticos. Ele está como pré-candidato ao governo de Goiás e já foi governador quatro vezes. Da mesma forma como também não afasto o diálogo com Wilder Morais, até mesmo porque a minha esposa, Izaura Cardoso, é a primeira suplente dele. Eu converso com ele quase todos os dias.

Apesar de não ter tido a conversa, o canal continua aberto para que isso aconteça?

Vanderlan Cardoso – Lógico! Eu só vou onde eu sou chamado. Se não me quiserem no projeto, a tendência, como eu tenho falado, é de apoiar Daniel Vilela. Mas vai muito do interesse deles. Não vou ficar atrás, mendigando, para estar lá, não. Se caso não me couber, eu tenho outros rumos para ir.

Quais seriam esses rumos?

Vanderlan Cardoso – Nós temos outros candidatos a governador. Nós não temos só Daniel Vilela. Temos o Wilder Morais, Marconi Perillo e, com certeza, vão surgir outros.

O senhor tem alguma resistência em ter um diálogo com o PT ou também se mostra aberto para conversar com os integrantes da sigla?

Vanderlan Cardoso – Não, embora o que eles têm colocado é que vão ter chapa pura, com candidato a governador, senador, e é um direito deles. Mas eu não tenho problema com ninguém.

O governador Ronaldo Caiado pode ficar com a presidência do PSD?

Vanderlan Cardoso – Sim. Para mim, é muito melhor que o governador assuma a presidência do partido ou indique um nome porque quem vai construir chapas para deputados estaduais e federais é ele. É melhor que ele assuma e não teremos problema algum. O que defendo é o seguinte: a minha candidatura à reeleição ao Senado. É o que pretendo, o que eu quero ser e vou ser.

Se caso não for pelo PSD, pode ser por outros partidos, então?

Vanderlan Cardoso – Não estou discutindo com outros partidos. Com toda essa questão que surgiu, outros partidos me procuraram, mas a minha candidatura à reeleição é pelo PSD, já deixei isso bem claro e não tem por que abrir mão disso.

Já está marcado outro encontro para esse alinhamento?

Vanderlan Cardoso – Não. Quem irá decidir isso é o presidente Gilberto Kassab. Dia, local e hora serão definidos por ele.

Com a ida de Ronaldo Caiado para o PSD e ele sendo o possível candidato à Presidência da República, o senhor o apoia?

Vanderlan Cardoso – Deixei bem claro para ele, não somente agora que ele vem para o partido, mas em ocasiões anteriores, como quando saí de Goiás e fui para Salvador para o lançamento da pré-candidatura dele para a presidente da República. Inclusive, conversando com o presidente Gilberto Kassab, dizendo a ele que, se caso Ronaldo Caiado fosse candidato a presidente, por ele ser de Goiás, não teria como eu não o apoiar. Kassab compreendeu, liberou e eu fui prestar esse apoio a ele. E disse isso para ele ontem, repeti o compromisso: primeiro, por ele ser de Goiás e, segundo, porque vejo nele condições de administrar o país.

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