Dólar fecha a R$ 5,18 e atinge menor cotação desde maio de 2024
O dólar fechou em queda de 0,62% nesta segunda-feira (9), cotado a R$ 5,18, menor nível desde maio de 2024, após perda de força da moeda americana no exterior e maior busca por ativos no Brasil. No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, subiu 1,80% e encerrou aos 186.241 pontos, novo recorde de fechamento. O avanço refletiu o fluxo de capital estrangeiro, a temporada de balanços corporativos e expectativas mais favoráveis para inflação e juros. A queda do dólar ganhou força após informações da Bloomberg News indicarem que reguladores da China recomendam redução de investimentos dos bancos locais em Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A sinalização reforçou a avaliação de menor exposição a ativos americanos e maior interesse por economias emergentes. Outro fator externo veio dos Estados Unidos, onde o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que o crescimento do emprego pode desacelerar nos próximos meses. A leitura no mercado aponta espaço maior para o Federal Reserve, banco central dos EUA, adotar cortes de juros. No Brasil, o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, comentou o caso do Banco Master e afirmou que houve reação desproporcional ao tamanho da instituição. Ele disse que a política de juros passa por calibragem e que sinais de corte a partir de março não indicam controle definitivo da inflação. O Boletim Focus mostrou nova redução na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. Para a Selic, o mercado projeta queda de 15% ao ano para 12,25% no fim de 2026. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) segue estimado em 1,8%. Entre os balanços, o BTG Pactual informou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano. O resultado ajudou a sustentar o bom desempenho da Bolsa. No acumulado, o dólar registra queda de 5,48% em 2026. O Ibovespa soma alta de 15,59%.
