Relatório aponta risco em barragem perto da BR-262 e MPMS abre investigação
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para apurar a situação de uma barragem localizada na saída para Três Lagoas, em área rural próxima à BR-262, depois de receber informações do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) sobre estruturas consideradas irregulares no Estado. O ponto que acendeu o alerta foi um relatório do Instituto que lista 47 notificações de barragens irregulares feitas durante fiscalizações. A informação aparece em despacho do promotor de Justiça do Meio Ambiente responsável pelo caso. No documento, o Ministério Público cobra explicações sobre o que foi feito após essas notificações. Entre os questionamentos estão se as barragens foram regularizadas, se passaram por inspeção e se houve manutenção ou correção de falhas. Até a data do despacho, não havia resposta formal do Imasul, o que levou à prorrogação do prazo da investigação Um parecer técnico do Ceippam (Centro Integrado de Proteção e Pesquisa Ambiental), ligado à UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), analisou imagens de satélite e identificou dois represamentos de água em imóveis rurais da região. Segundo o documento, uma das barragens foi classificada como risco alto, por estar próxima a construções. A outra recebeu classificação de risco muito alto, pois há casas praticamente ao lado do barramento. Quanto mais perto de moradias, maior o perigo em caso de falha da estrutura, explicam os técnicos O parecer não aponta rompimento iminente, mas indica que a localização das barragens aumenta o potencial de danos se houver qualquer problema. Ao Campo Grande News , o Imasul informou que envia todos os anos à ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) os dados sobre barragens sob sua fiscalização. Essas informações alimentam o Relatório de Segurança de Barragens, documento público que reúne dados de todo o país. O órgão destacou que uma barragem classificada como prioritária ou de alto risco não é automaticamente interditada. A classificação serve para indicar que a estrutura precisa de mais acompanhamento, inspeções e medidas de segurança. No relatório mais recente, quatro barragens em Mato Grosso do Sul aparecem como prioritárias. Segundo o Imasul, nenhuma delas está em situação de emergência ou interdição. Apesar disso, o Ministério Público ainda aguarda respostas específicas sobre as 47 notificações citadas. A apuração segue em andamento para verificar se houve regularização das estruturas e se há risco às pessoas que vivem nas áreas próximas.
