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Conheça os principais minerais críticos em solo goiano e para que servem

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Fora das grandes jazidas chinesas localizadas na Ásia, o estado de Goiás é hoje o único território que abriga uma operação comercial de larga escala dedicada à mineração de minerais críticos de terras raras. Elementos como disprósio (Dy) e térbio (Tb) são extraídos diretamente de Minaçu, na região Norte do Estado, por meio da operação do Grupo Serra Verde.

Esses minerais são considerados estratégicos para o desenvolvimento de tecnologias avançadas, com aplicações nos setores automotivo, de energias renováveis, nuclear, eletrônico e aeroespacial.

Na última quinta-feira, 5, a companhia recebeu um aporte de US$ 565 milhões – cerca de R$ 2,91 bilhões – da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC), com o objetivo de otimizar e ampliar suas operações.

Além da extração em Minaçu, outras duas cidades goianas contam com projetos de exploração de terras raras com os mesmos minerais: Nova Roma, por meio do Projeto Carina, da Aclara Resources, e Iporá, onde atua a empresa Appia.

Entre os elementos críticos encontrados no solo goiano estão os metais da família dos lantanídeos, que compõem o grupo conhecido como Óxido Total de Terras Raras (TREO). Fazem parte desse conjunto o lantânio (La), cério (Ce), neodímio (Nd), praseodímio (Pr), disprósio (Dy) e térbio (Tb) — todos considerados essenciais para o desenvolvimento de componentes tecnológicos de ponta.

O lantânio é um metal branco-prateado utilizado como catalisador no craqueamento de petróleo e na fabricação de baterias de veículos híbridos do tipo níquel-hidreto metálico. Também pode ser empregado na produção de lentes ópticas de alta qualidade e em ligas de aço.

Lantânio | Foto: Reprodução

O cério, metal prateado e maleável, é amplamente usado como catalisador em conversores automotivos para a redução de poluentes, além de ser empregado no polimento de vidros por meio do óxido de cério.

Cério | Foto: Reprodução

Já o neodímio é essencial na fabricação dos ímãs permanentes mais potentes do mundo, presentes em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, dispositivos eletrônicos, discos rígidos e aplicações médicas.

Neodímio | Foto: Reprodução

O praseodímio, outro lantanídeo encontrado em Goiás, também é utilizado na produção de ímãs de alta intensidade, empregados em motores e geradores, além de integrar ligas metálicas para motores de aeronaves.

Praseodímio | Foto: reprodução

O disprósio é fundamental na confecção de ímãs de alto desempenho para motores elétricos e pode ser utilizado ainda na produção de hastes de controle de reatores nucleares.

Diprósio | Foto: Reprodução

Por sua vez, o térbio é empregado como fósforo verde em lâmpadas fluorescentes, LEDs e telas, além de integrar ímãs permanentes de alta performance.

Térbio | Foto: Reprodução

Outro metal de terras raras presente no solo goiano é o ítrio (Y), de estrutura brilhante e prateada, utilizado na produção de fósforos para telas vermelhas (CRT e LED), cerâmicas de alta resistência, supercondutores, lasers do tipo YAG e componentes industriais e automotivos.

Ítrio | Foto: Reprodução

Leia também: Mineradora que atua em Minaçu recebe aporte US$ 565 milhões da DFC para ampliar operações no país

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