Sem drenagem, ciclovia na Avenida Mato Grosso força usuários a desvios perigosos
Quem utiliza a ciclovia da Avenida Mato Grosso precisa desviar de problemas estruturais tanto em dias chuvosos quanto em períodos sem chuva. O trecho, com cerca de 1,4 quilômetro de extensão, não possui nenhum ponto de drenagem de água, o que faz com que o acúmulo permaneça por dias. A obra é uma compensação da construtora Plaenge ao município pela construção de um edifício no bairro Jardim dos Estados. A reportagem percorreu a ciclovia e identificou dois pontos críticos. Um deles fica na Avenida Mato Grosso, esquina com a Rua José Gomes Domingues, no sentido da Avenida Nelly Martins, onde a água cobre toda a largura da ciclovia. A situação obriga ciclistas e até pedestres que utilizam o espaço para caminhada a desviar pelo canteiro de grama ou se arriscar na pista de rolamento para evitar se molhar. Nesse mesmo ponto, uma placa que indica sentido único na Rua José Gomes Domingues está caída às margens da ciclovia. Poucos metros à frente, na esquina com a Rua Ceará, apesar de não haver alagamento, uma tampa de drenagem pluvial está inclinada e corre o risco de cair sobre a ciclovia, podendo atingir ciclistas ou pedestres. O acúmulo de água volta a aparecer na Avenida Mato Grosso, entre a Rua Frederico Soares e a Travessa Zezé Flôres. No sentido centro-bairro, ciclistas precisam disputar espaço com quem segue no sentido contrário, já que a faixa esquerda da ciclovia permanece coberta pela água que não escoou. As obras da ciclovia tiveram início em agosto de 2025. O trajeto começa na Rua Ceará e segue até a rotatória da Avenida Nelly Martins, onde a ciclovia se conecta à ciclofaixa, totalizando cerca de 1,4 mil metros lineares. O Campo Grande News tentou contato com a Plaenge, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
