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Na febre das fatias, bolo pudim vira obsessão na doceria de Kamila

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Inspirado nos famosos bolos de fatia de Goiânia, Kamila Carvalho Silva, de 24 anos, resolveu fazer um teste na doceria que abriu em 2025 e investiu na febre do bolo de pudim. O que ela não esperava era que meses depois faria quase 12 kg dele por semana. Com pedaços generosos, ela já quase não dá conta dos pedidos, isso porque trabalha sozinha e o bolo exige 12 horas de preparação, já contando o tempo de descanso do pudim e do prato finalizado antes de ser vendido.  A fatia custa R$35 e pesa 570 kg, em média. Kamila explica que a quantidade dá para duas pessoas tranquilamente. Formada em Direito em 2024, ela começou a empreender ainda no início da faculdade, quando precisou encontrar uma forma de ajudar a pagar a mensalidade. A solução veio da cozinha. As primeiras produções eram simples: trufinhas de leite ninho e brigadeiro, feitas à noite e vendidas por R$ 3,50 a unidade. “Vendia umas 30 ou 40 por dia”, lembra. Na época, Kamila também estava na autoescola e levava os doces para vender por lá. Seis meses depois, veio o estágio. Mesmo assim, ela não parou. “Continuei para completar o valor e pagar a mensalidade”. Aos poucos, os pedidos foram mudando. Colegas começaram a pedir novidades, e Kamila passou a fazer brownie e bolo de pote, com sabores como morango, brigadeiro e prestígio. “Vendia até no ônibus”. As encomendas cresceram e, junto com elas, a variedade. Vieram os cupcakes e uma bolsa cada vez mais cheia de opções. Então, a pandemia mudou tudo. O estágio virou home office, mas a mensalidade da faculdade continuou a mesma.  “O pessoal quis comprar pra comer em casa”. Kamila passou a produzir menos, e a mãe, ao chegar do trabalho, fazia as entregas. Foi nesse período que ela criou um Instagram para divulgar o que teria disponível no dia.  Começou a arriscar bolos inteiros e pudins, nem todos com sucesso. “Muita coisa não deu certo. Os primeiros bolos desmoronam”, relembra. Sem cursos ou técnicas formais, ela aprendeu na prática. “foi fazendo mesmo”. Ela conta que a mãe esteve ao lado desde o início e foi ela que não deixou a jovem desistir. Tudo era feito na cozinha da mãe, sempre à noite porque ela estudava e trabalhava. Os bolos no início eram simples, “só caseirinho”. Com o tempo, Kamila passou a enviar os produtos para conhecidos provarem, e o retorno veio no boca a boca. “Hoje tenho clientes fiéis já”. Em 2025, ela deu um passo maior e montou a própria loja. Alugou o espaço e passou a morar nos fundos. “Era uma região que não tinha”, explica.  Febre das fatias O carro-chefe é as fatias. O bolo de pudim, inspirado em uma tendência que começou em Goiânia e se espalhou pelo Brasil, virou destaque. “O pudim é o rei”, diz Kamila. É impossível ficar sem repor o produto. As mensagens de procura por ele se empilham no WhatsApp e ela se desdobra para responder. O preparo é demorado: “O pudim fica quatro horas no forno, em banho-maria; depois precisa de seis horas de descanso e mais seis depois que coloco o doce de leite”. Tudo é feito por ela, sem uso de amido ou trigo. “O nosso pudim tem gosto de pudim”. Outro sucesso é o bolo Matilda, com cinco camadas de massa de chocolate e quatro de recheio. A fatia custa cerca de R$ 33. Em dias bons, Kamila vende cerca de 15 bolos, a maioria em fatias. A loja fica na Avenida Presidente Castelo Branco, 309, bairro Coronel Antonino.