ru24.pro
World News in Portuguese
Февраль
2026
1 2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28

Preso na fronteira, líder de facção catarinense tinha Hilux e moto esportiva

0
Preso na noite de sábado (31) em uma casa com portões blindados em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, Helio Ricardo Cardoso Filho, o GG, de 32 anos de idade, tinha uma Toyota Hilux e uma moto esportiva BMW de 1.000 cilindradas. Disse que a caminhonete era dele e a moto de um amigo, mas não soube revelar a identidade do suposto dono. Com dois mandados de prisão decretados pela Justiça de Santa Catarina por homicídio e réu em outras ações penais por tráfico de drogas e organização criminosa, GG negou ser o principal líder do PGC (Primeiro Grupo Catarinense) e alegou sequer fazer parte da facção aliada do Comando Vermelho e inimiga do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele foi preso através de trabalho conjunto da Ficco-SC (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Santa Catarina) com a Delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã. GG passou por audiência de custódia neste domingo (1º) e aguarda vaga para ser levado para a Unidade Penal Ricardo Brandão. Escondido na fronteira  – Localizado no quarto da casa após os policiais arrebentarem o portão de ferro reforçado com trilho de trem, Helio Ricardo Cardoso Filho disse que nasceu em Nova Andradina, mas sempre morou em Florianópolis (SC). Há cerca de seis meses, sabendo que era procurado pela Justiça catarinense, passou a morar na fronteira, alternando sua estadia entre Ponta Porã e Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia. Helio declarou que o imóvel onde foi detido pertence a “um amigo”, com quem dividiu cela quando estava preso em Florianópolis, mas alegou não saber informar o nome completo e os demais dados dessa pessoa. Questionado sobre o fato de o imóvel possuir portões blindados, respondeu que tal circunstância se devia à localização da residência em região de fronteira e que essa medida de segurança não teria nada a ver com crime. A casa fica na Rua Presidente Juscelino Kubitschek, na Vila Nossa Senhora do Amparo. GG afirmou que viu a chegada dos policiais através do sistema de monitoramento que inclui uma câmera instalada no poste do lado da rua, mas decidiu se entregar espontaneamente. Na casa, os policiais encontraram um fuzil Colt calibre 5,56, um fuzil Colt calibre 7,62, duas pistolas Glock 9 milímetros com seletor de rajada, quatro carregadores de fuzil, quatro caixas de munição calibre 9 milímetros, três caixas de munição de fuzil 5,56 e uma sacola com munição de fuzil 7,62. Questionado sobre eventual vínculo com organização criminosa, Helio Cardoso Filho negou integrar o PGC, disse que não é líder do bando, mas admitiu ter ficado na ala destinada aos integrantes da facção no período em que esteve preso na capital catarinense. Mesmo negando vínculo com o grupo que domina o crime em Santa Catarina, ele pediu aos policiais para ficar em “local seguro” na cadeia, por receio de sofrer represálias por parte de integrantes da facção rival PCC. Sobre seus meios de comunicação, informou que não possuía serviço de dados móveis em seu nome e que utilizava equipamento de internet via satélite (Starlink) contratado por um amigo, mas não sabia informar a identidade dele. Helio disse aos policiais que os sete aparelhos telefônicos apreendidos na casa eram criptografados, para impedir sua localização e eventual extração de dados. Sobre sua subsistência durante os seis meses em que permaneceu na região de fronteira, ele informou que sobrevivia por meio de negociações informais de compra e venda de veículos, feitas por telefone celular com clientes de Florianópolis. Em relação aos dois veículos de alto valor encontrados na casa, disse ter comprado a Hilux por R$ 120 mil após chegar a Ponta Porã e que a moto esportiva havia sido deixada na casa por um amigo, conhecido apenas por “Gordinho”. No imóvel, os agentes encontraram um contrato de compra e venda da caminhonete, feito em território paraguaio, onde consta o nome de outro homem como comprador. Sobre as armas de alto poder de fogo apreendidas na casa, GG declarou que preferia exercer seu direito constitucional ao silêncio, reafirmando que não responderia a qualquer pergunta sobre os fuzis e as pistolas. A polícia suspeita que ele também atuava no tráfico de armas. Helio Cardoso Filho foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de uso restrito. A polícia catarinense considera a prisão de GG um golpe importante na estrutura do Primeiro Grupo Catarinense. O foragido tinha papel estratégico na facção, atuando como liderança operacional do bando. Além dos dois mandados de prisão por homicídio, ele responde a outros processos por tráfico, organização criminosa, sequestro e por ordenar assassinatos de rivais.