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“Quando o corpo volta a ser casa”: terapeuta explica a proposta da terapia tântrica

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A massagem tântrica, prática com raízes na filosofia oriental milenar, tem despertado crescente interesse no Brasil como forma de terapia alternativa voltada ao bem-estar físico e emocional. Diferentemente do que muitos imaginam, a técnica vai além de questões sexuais, focando principalmente no autoconhecimento, no relaxamento profundo e na conexão entre corpo e mente.

O tantra, originário da Índia há mais de 5 mil anos, é uma filosofia que busca a expansão da consciência por meio da integração de polaridades opostas. Na massagem tântrica, essa filosofia se traduz em técnicas específicas de toque, que visam despertar a energia vital do corpo, conhecida como “kundalini” na tradição hindu.

Em entrevista ao Jornal Opção, a terapeuta corporal e interdimensional, especialista em Terapia Tântrica, Bioenergética e Práticas de Renascimento, Camila Rasmussen explica a importância da reconexão da pessoa com o próprio corpo, com o sentir e com a presença.

“Muitas pessoas chegam dissociadas, vivendo mais na mente do que no corpo, e essa terapia as convida a um retorno gentil e consciente para a experiência de viver no agora”, complementa.

Camila Rasmussen, terapeuta corporal e interdimensional | Foto: Arquivo

Com quase dez anos de experiência dedicados à cura e à expansão da consciência feminina, Camila Rasmussen é reconhecida pela abordagem que desenvolveu ao longo de sua trajetória profissional. O trabalho, voltado exclusivamente para mulheres, busca integrar corpo, mente, energia e espiritualidade no resgate da verdade interior e do potencial individual.

Sobre os benefícios, a terapeuta explica que eles são diversos — alguns percebidos de forma imediata, outros que se manifestam ao longo das semanas seguintes. “Entre os benefícios estão a liberação de tensões, a reconexão com o prazer de existir, a regulação do sistema nervoso, o resgate da sensibilidade, a melhora da autoestima, mais confiança no próprio sentir e, principalmente, a ampliação da consciência corporal e emocional”, detalha.

É importante esclarecer que o foco da terapia não é o sexo ou o orgasmo. As técnicas são direcionadas ao autoconhecimento, à cura, à expansão da consciência e à liberação de bloqueios, utilizando o corpo e a energia sexual como caminhos para a transformação, conforme explica Camila Rasmussen.

Terapia Tantra Integrativa

A Terapia Tantra Integrativa combina a filosofia do Tantra com práticas de terapias integrativas — corporais e energéticas — com o objetivo de promover processos de cura. A base dessa abordagem está na compreensão tântrica de que a energia sexual é uma força vital poderosa e que sua liberação e condução pelos chacras (centros energéticos) favorecem o autoconhecimento e a expansão da consciência.

“Inclua o corpo no processo de cura” diz terapeuta | Foto: Arquivo Pessoal

Essa integração ocorre a partir da união da filosofia do Tantra com técnicas de massagem terapêutica, meditação, respiração e outras práticas integrativas, possibilitando um trabalho profundo e individualizado. Inicialmente, há um diálogo entre terapeuta e paciente para que as necessidades sejam compreendidas e direcionadas para a sessão.

A massagem terapêutica é composta por toques sutis e intencionais em todo o corpo, com o objetivo de despertar sensações, ampliar a consciência corporal e auxiliar na liberação de bloqueios emocionais e energéticos.

Movimento em prol da cura

O corpo guarda histórias. Emoções não expressas, traumas, medos e padrões de comportamento ficam registrados na musculatura, na respiração e na postura. Segundo Camila Rasmussen, o movimento consciente aliado à respiração é uma das formas mais eficazes de desbloquear conteúdos que ficaram retidos no corpo.

“Quando o corpo se movimenta com presença, ele dissolve tensões crônicas, libera emoções reprimidas de forma segura, restaura o fluxo de energia vital e cria novas referências internas de segurança e prazer”, afirma a terapeuta tântrica.

Ela acrescenta que a cura não acontece apenas ao falar sobre o que se sente, mas principalmente ao permitir que o corpo vivencie e expresse emoções de forma consciente, completando movimentos e respostas que um dia foram interrompidos.

Estar no momento presente

O ritmo acelerado da vida contemporânea, marcado pelo excesso de estímulos, informações, cobranças e uso constante de telas, contribui para o distanciamento do corpo e para o aumento dos níveis de ansiedade.

“Estar presente tornou-se um desafio, mas também uma urgência. É no momento presente que a vida acontece, onde o corpo relaxa, a respiração se aprofunda e o sistema nervoso reconhece que está em segurança”, alerta Camila Rasmussen.

A terapeuta explica que, mais do que técnicas específicas, o trabalho desenvolvido com os pacientes auxilia o corpo a resgatar a capacidade de sentir, confiar e estar presente novamente.

“Quando estamos presentes, a ansiedade diminui, o corpo sai do estado de alerta, a escuta interna se amplia e as relações se tornam mais verdadeiras. O Tantra não ensina presença como um conceito teórico, mas como uma experiência corporal direta. É por meio dessa vivência que aprendemos a estar no aqui e agora”, orienta.

“Quando o corpo volta a ser casa, a presença deixa de ser esforço e passa a ser um estado natural”, enfatiza a terapeuta. Para finalizar, Camila Rasmussen faz um convite ao leitor do Jornal Opção: incluir o corpo no processo de cura, permitindo que a vida volte a circular com mais verdade, sensibilidade e presença.

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