Passagem de Rafah é reaberta em fase de testes com saída restrita de palestinos
Autoridades de Israel informaram neste domingo, 1º, que a passagem de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, foi reaberta em caráter experimental. Apesar do anúncio, nenhum palestino deixou o território pelo local até o momento.
Segundo o Cogat, órgão do Exército israelense responsável pela coordenação das atividades governamentais nos territórios, a abertura atual tem apenas finalidade de testes de segurança. De acordo com o comunicado, a travessia de pessoas só será autorizada após a conclusão de todos os preparativos operacionais.
A expectativa das autoridades é que a passagem seja efetivamente aberta para entrada e saída de moradores de Gaza a partir desta quarta-feira, 4. Imagens divulgadas pelo Cogat mostram representantes da União Europeia no local, que permanece cercado por estruturas de segurança e arame farpado.
Quando a reabertura for oficializada, a travessia será permitida apenas a pé. A operação ocorre com apoio do Egito e da União Europeia e integra as ações humanitárias previstas no acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025.
A passagem de Rafah estava fechada desde maio de 2024. A reabertura total faz parte do plano de cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro, após mais de dois anos de conflito entre Israel e o Hamas.
De acordo com as regras estabelecidas, a lista de pessoas autorizadas a atravessar a fronteira deverá ser previamente aprovada por Israel e pelo Egito. Entre 150 e 200 pessoas poderão passar por vez, mas a maioria deverá retornar à Faixa de Gaza, já que a saída será permitida, em muitos casos, apenas como acompanhante de pacientes em tratamento médico.
A expectativa é que a maior parte das pessoas autorizadas a cruzar a fronteira seja composta por pacientes hospitalares. Segundo o Ministério da Saúde de Israel, cerca de 20 mil palestinos com problemas de saúde aguardam autorização para deixar Gaza.
A passagem de Rafah é o único ponto terrestre de entrada e saída da Faixa de Gaza que não passa diretamente por território israelense. Mesmo após o início do cessar-fogo, ataques e bombardeios continuam sendo registrados. Segundo a Reuters, mais de 500 palestinos morreram desde a entrada em vigor da trégua, em outubro.
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