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Январь
2026

Rede Hemo amplia acesso ao Emicizumabe para crianças com hemofilia em Goiás

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A Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo) passa a ofertar o medicamento Emicizumabe para crianças de zero a seis anos com hemofilia em Goiás. A primeira remessa do fármaco foi entregue pelo Ministério da Saúde no dia 27 de janeiro. Considerado de alto custo, o Emicizumabe pode chegar a R$ 35 mil por dose, o que representa uma economia anual estimada em até R$ 427 mil para as famílias, considerando a aplicação mensal.

O medicamento é indicado para o tratamento da hemofilia A, doença genética caracterizada por distúrbio na coagulação do sangue, que provoca sangramentos frequentes. Em casos mais graves, os episódios hemorrágicos podem ocorrer de forma espontânea, principalmente em articulações e músculos. Até então, o Emicizumabe era disponibilizado na rede pública apenas para crianças com hemofilia A congênita com inibidor — complicação em que o paciente desenvolve resistência ao fator VIII. Com a ampliação, a terapia passa a atender todas as crianças com a doença na faixa etária de até seis anos, por meio da Rede Hemo.

A expansão do acesso foi autorizada pelo Ministério da Saúde após a aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), em dezembro de 2025. Em Goiás, nove pacientes estão aptos a receber o medicamento, dos quais seis já foram cadastrados para início do tratamento.

De acordo com a médica hematologista pediatra da Rede Hemo, Alexandra Vilela, o Emicizumabe apresenta vantagens em relação à terapia convencional com fator VIII, que exige infusões venosas frequentes. Administrado por via subcutânea, o medicamento torna o tratamento menos invasivo e pode reduzir em mais de 90% os episódios de sangramento. “Além disso, contribui para a diminuição de hospitalizações, previne sequelas articulares e promove melhora significativa na qualidade de vida das crianças e de suas famílias”, afirma.

Segundo a especialista, o tratamento tradicional consiste na reposição do fator VIII, substância ausente no sangue do paciente, mas que possui meia-vida curta, exigindo múltiplas aplicações semanais. “O Emicizumabe é um anticorpo monoclonal que mimetiza a ação do fator VIII natural e permanece por mais tempo na corrente sanguínea, permitindo aplicações semanais ou até a cada quatro semanas, conforme o esquema terapêutico”, explica.

Alexandra Vilela destaca ainda que, assim que o medicamento estiver disponível, as crianças com hemofilia A com menos de seis anos serão convocadas para consulta médica. “Haverá acompanhamento da equipe de enfermagem e da farmácia, além do treinamento dos pais ou responsáveis para a administração correta da medicação, que será fornecida pelo Ministério da Saúde”, conclui.

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