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Sob chuva, candidatos deixam prova do TJ e relatam alto nível de dificuldade

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Depois de três horas e meia de prova, candidatos do concurso do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) deixaram os locais de aplicação no fim da tarde deste domingo com uma avaliação quase unânime: o exame foi considerado difícil, especialmente na parte de língua portuguesa. Na saída da Universidade Uniderp, na Avenida Ceará, em Campo Grande, o grande fluxo de pessoas coincidiu com o início da chuva, levando muitos concurseiros a correrem em busca de motoristas de aplicativo, caronas ou abrigo em pontos de ônibus. Estudante de Direito, Vitória Cristina Aparecida, de 21 anos, classificou a prova como complexa e pouco favorável para quem tentou responder no “chute”. “Foi uma prova de conhecimento complexo. Quem não estudou realmente não dava para fazer por chute. Tinha que ter estudado alguma coisa. Não estudei por tanto tempo, mas foram alguns meses de dedicação”, contou. Ela afirmou que já prestou outros concursos, mas nunca para o Tribunal de Justiça, e destacou a concorrência elevada. “Acho que a quantidade de pessoas é bem complicada. Quem passar em 350 vagas vai estar muito feliz, porque é uma quantidade absurda de candidatos.” Para Vitória, a meta é seguir estudando.  De Uberlândia (MG), o estudante Rodrigo Machado, de 20 anos, que cursa o 6º período de Direito, viajou exclusivamente para fazer a prova em Campo Grande. Segundo ele, o exame foi puxado, sobretudo em português. “Achei difícil, principalmente a parte de língua portuguesa. Vai valer como aprendizado para os próximos concursos. A meta é virar analista e depois juiz”, disse. Rodrigo também comentou a impressão que teve da Capital. “A cidade parece boa de morar, tem cara de cidade que prospera.” O bacharel em Direito Breno Henrique, que veio de Taquarussu, no interior do Estado, prestou o concurso para o cargo de analista judiciário. Ele contou que já havia feito prova semelhante em 2024 e retornou agora após concluir a faculdade. “A prova estava difícil, bem difícil. As provas do Tribunal de Justiça sempre são difíceis, mas faltou um pouquinho mais de estudo também”, avaliou. Para ele, a parte de Língua Portuguesa voltou a ser o maior desafio.  “A parte do direito é mais tranquila, mas o português é a área que a gente deveria estudar mais e, às vezes, acaba deixando de lado.” Breno disse estar apreensivo com a concorrência. “Teve mais de 16 mil inscritos. A concorrência é grande e o número de pessoas que estudam também.” O agente comunitário de saúde Cleiton Gonçalves Batista, de 35 anos, fez pela primeira vez um concurso do TJMS. Natural de Presidente Epitácio (SP), ele também veio apenas para realizar a prova e afirmou que teve dificuldades, principalmente na língua portuguesa. “Ficava sempre entre duas alternativas, escolher uma era bem difícil”, relatou. Apesar disso, manteve o otimismo. “Pelos simulados e pelo desempenho que tive, acredito que vou ter um bom resultado.” Caso seja aprovado, Cleiton pretende se mudar para a região de fronteira entre São Paulo e Mato Grosso do Sul para ficar mais perto da família. O concurso oferece 360 vagas para formação de cadastro de reserva nos cargos de Técnico de Nível Superior – enfermeiro e Analista Judiciário, área fim. O salário inicial é de R$ 7.960,97, além de auxílio-transporte de R$ 500 e auxílio-alimentação de R$ 2.200. A banca organizadora do certame é a FGV (Fundação Getulio Vargas). Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .