Goiás terá semana marcada por pancadas de chuva e risco de tempestades localizadas
A última semana foi marcada pela presença da segunda Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), fenômeno que funcionou como um corredor de umidade e trouxe chuvas volumosas tanto para a capital quanto para o interior de Goiás. Agora, ao Jornal Opção, o gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, informa que o cenário muda, mas ainda exige atenção.
De acordo com Amorim, entre os dias 25 e 31 de janeiro de 2026, a nebulosidade vinda da região Norte do país continuará influenciando o estado. Esse fluxo de umidade, somado às altas temperaturas, cria condições ideais para a formação de chuvas típicas de verão, aquelas pancadas isoladas, irregulares, mas potencialmente intensas.
“São chuvas que geralmente acontecem no final da tarde, acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas. Apesar de irregulares, podem trazer volumes significativos e causar problemas tanto na capital quanto no interior”, alertou o meteorologista.
A análise regional do Cimehgo aponta que os acumulados de chuva podem ser bastante elevados em várias áreas do estado. No norte, centro e sudoeste, os volumes podem superar 150 milímetros, indicando instabilidade severa.
Já nas regiões sul e leste, a previsão é de valores entre 50 e 100 milímetros. No nordeste, os acumulados devem ficar próximos de 50 milímetros. Esse padrão está diretamente ligado à combinação de calor e umidade, que favorece a formação de núcleos convectivos mais intensos.
Na prática, isso significa que não se descarta a ocorrência de tempestades localizadas, com potencial para rajadas de vento, raios e chuva forte em curto período. Amorim reforça que, mesmo sendo pancadas irregulares, os volumes podem ser suficientes para provocar transtornos, como alagamentos e enxurradas rápidas. “É importante que a população esteja atenta, porque essas chuvas podem trazer impactos tanto em áreas urbanas quanto rurais”, destacou.
O cenário desta semana difere do anterior, quando a ZCAS manteve a instabilidade de forma mais contínua e abrangente. Agora, os eventos serão mais pontuais e concentrados, mas ainda com potencial de severidade. Essa característica é típica do verão goiano, quando o calor intenso e a umidade elevada se combinam para formar tempestades rápidas e fortes.
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