Genro imobilizou vigilante para se defender de agressões
Antes de morrer asfixiado, o vigilante Fábio Júnior de Souza Feitosa, 44 anos, avançou contra o genro Paulo Gustavo Franco Campos, 19 anos, por 2 vezes; por isso, o rapaz o imobilizou e ele acabou não resistindo. O caso aconteceu no bairro Jardim Tarumã, em Campo Grande, na noite de domingo (19). De acordo com o delegado Felipe Madeira, testemunhas relataram que o rapaz foi até a casa ajudar a cuidar das crianças após o homem ter agredido uma vizinha que foi encaminhada à DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) junto com a esposa da vítima. Em certo momento, o vigilante voltou à casa e agrediu o rapaz que pediu para ele sair do local. “Ele se defendeu e deu um golpe de mata-leão no sogro que chegou a perder a consciência, mas recuperou rapidamente e voltou a atacar o rapaz que o imobilizou novamente”, explicou o delegado. Por conta da imobilização, Fábio acabou morrendo. “Nós temos uma situação de um crime inicial de lesão corporal dolosa praticado pela vítima, o rapaz tinha marcas até de mordidas, então em virtude dessa agressão inicial, entendemos que ele agiu em legítima defesa”, pontuou. Testemunhas confirmaram a versão de Paulo, inclusive, a filha adolescente de Fábio. “Essa foi a análise inicial, mas agora o Ministério Público e o Judiciário podem acatar ou não a tese da legítima defesa”, disse Felipe. O vigilante já tinha passagens pela polícia. Ao Campo Grande News , vizinho contou que a família morava na casa há aproximadamente 1 ano e chegou a ouvir várias discussões vindas da residência. “Ouvi alguns piseiros né, mas a gente não se intromete, fica na nossa, coisa de família”, afirmou o homem que prefere não se identificar. Caso — Segundo o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) recebeu um chamado por volta das 21h30 para atender uma denúncia de violência doméstica. No local, os policiais encontraram Paulo imobilizando Fábio no chão, usando as pernas para contê-lo. Após ordem verbal, o jovem soltou a vítima, que já estava sem sinais vitais. O Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi acionado e a médica responsável confirmou o óbito ainda no local. O rapaz afirmou que horas antes havia presenciado a Polícia Militar conduzir a esposa de Fábio e uma vizinha, que teria sido agredida pelo vigilante, até à DEAM e que sua intenção era apenas imobilizar o agressor.
