Preso em MS, pai é suspeito de matar e esconder corpo da filha em mata no RS
Preso em Mato Grosso do Sul, um homem de 53 anos é suspeito de matar a própria filha, de 17 anos, que estava desaparecida há 45 dias, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O corpo dela foi achado na sexta-feira (16) enterrado em local de mata fechada em Caraá (RS), cidade a mais de 470 quilômetros de onde foi vista pela última vez - no dia 30 de novembro de 2025. O suspeito é o próprio pai da vítima, localizado e preso no dia 18 de dezembro, em Maracaju, cidade a 159 km de Campo Grande, após trabalho de inteligência da polícia. Durante a investigação, ele confessou o crime e indicou o local onde havia ocultado o corpo da filha. No início da semana passada, equipes da Delegacia de Homicídios de Itajaí estiveram em Mato Grosso do Sul para fazer a escolta do suspeito, que deu entrada no presídio de Itajaí na quinta-feira (15 de janeiro). De acordo com a Polícia Civil, o corpo da adolescente estava escondido em mata fechada, coberto por materiais usados para dificultar a localização. O local fica a cerca de 150 metros de uma antiga residência do pai, elemento que reforçou as suspeitas levantadas ao longo das diligências. Após a localização, os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Geral de Perícias, onde passam por exames para confirmação oficial da identidade e demais análises técnicas. O caso é tratado como feminicídio e homicídio qualificado, em razão da gravidade dos fatos e da relação direta de parentesco entre autor e vítima. Segundo a polícia, o homem já havia sido condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por crimes cometidos contra a filha quando ela ainda era criança. A violência sexual foi revelada em 2023, durante acompanhamento psicológico da adolescente. Desde então, a jovem possuía medida protetiva em vigor, que proibia qualquer contato do pai com ela. As investigações apontam que contradições no depoimento de um familiar chamaram a atenção dos policiais logo no início do inquérito, o que levou ao aprofundamento das apurações e, posteriormente, à confissão do suspeito. Para familiares da jovem, especialmente a mãe, há indícios de que o assassinato possa ter sido motivado por vingança, hipótese que segue sob análise das autoridades. O desaparecimento da adolescente mobilizou familiares e forças de segurança por semanas, até que a prisão em Mato Grosso do Sul abriu caminho para a elucidação do crime. Ainda não há informações de como a jovem foi morta. O inquérito segue em andamento para reunir todos os elementos e concluir formalmente a investigação. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
