MS inicia o ano com desaceleração nas hospitalizações por influenza A
O ano começou com desaceleração no aumento das hospitalizações por influenza A em Mato Grosso do Sul. Os dados constam no Boletim InfoGripe da Fiocruz, publicado no fim da tarde desta quinta-feira (15), que analisa o período de 4 a 10 de janeiro. Segundo o levantamento, apenas Acre e Amazonas registraram incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de risco nas últimas duas semanas. Os dois estados também apresentam sinais de crescimento na tendência de longo prazo. Nesses locais, a influenza A tem sido o principal fator de aumento da SRAG, com hospitalizações entre jovens, adultos e idosos. O crescimento de internações também é observado no Ceará, Pernambuco e Sergipe. Já Mato Grosso do Sul e Mato Grosso seguem na contramão desse cenário, com desaceleração no ritmo de crescimento dos casos. Em Rondônia e no Maranhão, a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave mantém os estados em nível de alerta ou risco, porém sem sinais de aumento na tendência de longo prazo. Na análise por capitais, Campo Grande apresenta níveis de atividade de SRAG considerados de baixo risco nas últimas duas semanas, além de sinais de queda na tendência de longo prazo. Em contrapartida, Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. “O aumento de SRAG nessas capitais ocorre especialmente entre crianças de até dois anos e, em Manaus, também entre idosos”, detalha o boletim. Outras quatro capitais, como Boa Vista (RR), Brasília (DF), João Pessoa (PB) e Palmas (TO), também apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem indícios de crescimento na tendência de longo prazo.
