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Simego anuncia paralisação e manifestação de médicos credenciados à SMS de Goiânia

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Cerca de mil médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizam uma paralisação a partir desta terça-feira, 13, pedindo atenção a uma série de reivindicações que vão desde a regularização de insumos nas unidades até melhorias nos locais de trabalho. A confirmação foi dada ao Jornal Opção pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).

Os profissionais ainda vão realizar uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América. Segundo a diretora de Assuntos Administrativos do Simego, Sheila Ferro, a paralisação não afetará os serviços de urgência e emergência. Ela afirma que todos os profissionais estarão em seus postos de trabalhos e que serão feitas triagens para classificação dos atendimentos.

“Nós não deixaremos de atender alguns casos como, por exemplo, uma pessoa que precisa de uma receita para o medicamento controlado. Naquele momento, não é nenhuma urgência ou emergência, mas pode vir a ser. Então, usando o bom senso, esses pacientes serão atendidos. Esse é um movimento respaldado por lei e que será feito com bastante ética e responsabilidade”, pontua.

A decisão da paralisação veio durante uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente, que foi realizada no último dia 6 de janeiro. Segundo Sheila, o Executivo não tem se mostrado aberto ao diálogo.

“Nós não tivemos nenhuma abertura para diálogo, não conseguimos nenhum ajuste mesmo com os inúmeros alertas feitos pelos médicos e pelo sindicato que poderia ter essa manifestação. E, com essa inacessibilidade da Prefeitura, nós não tivemos muita opção. Mas, de qualquer jeito, a gente deixou o sindicato totalmente aberto ao diálogo, porque a gente quer avançar, mas precisamos da disposição da gestão para ouvir quem está na linha de frente, quem está no atendimento da população”, pontua.

Segundo o Simego, as principais pautas defendidas são:

  • a garantia de condições dignas de trabalho;
  • a disponibilização de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde;
  • a regularidade e previsibilidade dos pagamentos, evitando a repetição de atrasos que já afetaram os profissionais;
  • a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024;
  • a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que promove redução de até 35% nos honorários médicos e prevê jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso adequado.

Sheila pontua que ainda que o movimento tem ganhado o apoio de outros sindicatos, como os de Enfermagem e de Farmácia. “Essa ampliação do movimento foi o resultado direto do esgotamento geral das condições de trabalho na saúde pública do município, infelizmente. Todos os profissionais de diferentes categorias estão vivenciando muitos problemas, como precarização, sobrecarga de atendimento, falta de estrutura física, insegurança total do profissional, além da falta de insumos. Essa manutenção das regras atuais da contratação tinha que garantir um mínimo de segurança de quem trabalha, mas as condições estão muito aquém e precisamos ter condições mínimas de trabalho.”

Sheila destaca que o sindicato tem recorrido, inclusive, ao governo estadual para resolver a situação. Vale lembrar que a Goiânia ainda está em decreto de situação de calamidade na área da saúde, que foi aprovada pelos deputados estaduais no último dia 16 de dezembro.

O Jornal Opção entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e aguarda um posicionamento.

Leia mais: Alego aprova prorrogação da calamidade na Saúde de Goiânia em primeira votação

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