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Pastor acusado de estupro pede afastamento da diretoria de Conselho Municipal

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Após ser acusado de estupro de vulnerável, o coordenador do Centro de Convivência para Idosos Edmundo Scheuneman, localizado no Bairro Piratininga, em Campo Grande, solicitou o afastamento voluntário de suas funções na diretoria do Consepacg (Conselho Municipal de Pastores de Campo Grande) O comunicado oficial foi publicado pelo conselho na terça-feira (3) em um perfil no Instagram. Segundo a nota, o pastor integra o Conselho de Ética da entidade e pediu o afastamento enquanto os fatos são esclarecidos. O pedido foi apresentado de forma espontânea e analisado em reunião regularmente convocada, sendo aceito pelo colegiado. No texto, o Consepacg afirmou que a decisão segue os princípios da instituição e reforçou o compromisso com a ética ministerial, transparência e responsabilidade institucional e  destacou que não cabe ao conselho emitir julgamento sobre culpa ou inocência de seus membros, ressaltando que “eventuais apurações devem ser conduzidas pelos órgãos competentes”. “Por fim, o conselho enfatizou a importância da unidade entre líderes religiosos e da preservação da credibilidade do ministério cristão na comunidade”, finaliza a nota. Acusação -  O estupro aconteceu em 2019 quando a vítima tinha 15 anos, mas a denúncia só foi formalizada em janeiro deste ano quando a jovem registrou boletim de ocorrência. Atualmente, ela tem 21 anos e relatou à polícia que estava na casa do irmão durante férias escolares quando foi abusada pelo pastor. Conforme o relato, o irmão e a cunhada saíram, deixando a adolescente sozinha na casa. Minutos depois, o homem entrou no imóvel e, segundo a denúncia, levou a adolescente para um quarto, onde ocorreu o abuso. A vítima relatou que houve dor intensa e sangramento. Após o ato, o suspeito deixou o local e, posteriormente, retornou para entregar um comprimido, dizendo que seria contraceptivo de emergência. A jovem também afirmou que foi ameaçada para que não contasse o ocorrido, sob risco de sofrer represálias contra familiares. Segundo o boletim, o investigado tinha livre acesso à residência por ser pessoa de confiança da família. Ela afirmou que em razão do trauma e do medo, desenvolveu problemas psicológicos ao longo dos anos. A jovem pediu medidas protetivas contra o pastor, que já foi investigado por outro estupro de vulnerável, mas a solicitação foi negada.  O acusado foi afastado das funções no Centro de Convivência do Idoso, onde foi nomeado para o cargo de coordenador em 2025. "A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Controladoria Geral do Município, está apurando rigorosamente os fatos e acompanhando o caso, a fim de adotar todas as providências administrativas cabíveis em relação ao servidor mencionado”.