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Cá estou em Cuba… e não há moradores de rua em Havana

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Lúcia Pedreira

Em Havana, Cuba

Sim, estou em Cuba. Uma viagem decidida há três meses¹. Mesmo enfrentando embargos econômicos dos Estados Unidos, a ilha resiste.

Não há dúvida de que se trata de um país pobre, com muitas dificuldades, mesmo assim não há moradores de rua em Havana.

Sim, os cubanos acompanham as notícias sobre o ataque à Venezuela. Em Havana, as pessoas têm conhecimento dos fatos, mas continuam a rotina normalmente. Nas ruas da capital o ritmo segue tranquilo.

Com certeza, os cubanos ficam apreensivos, porque estão cientes que isto vai afetar a vida da população. O combustível de Cuba vem da Venezuela.

Hospital em Cuba: atendimento universal | Foto: Acervo de Lúcia Pedreira

O produto é um dos entraves na economia, principalmente para quem depende diretamente dele, como taxistas, agentes de turismo e outros.

Em Havana, qualquer motorista pode abastecer o carro com 40 litros de gasolina, por dia, mas há ocasião em que não há combustível nos postos.

Eu e meus amigos Charles, Edy e Vainha passamos pela experiência na capital. Fomos a um passeio de carro turístico. A gasolina acabou, antes de completarmos o roteiro.

O guia pediu socorro ao dono do veículo, que trouxe um pouco do produto, o suficiente para nos deixar em casa e ele ir embora.

Construções em Havana, Cuba | Foto: Acervo de Lúcia Pedreira

A icônica Praça da Revolução

Não é difícil andar a pé pela cidade. Assim, visitamos diversos lugares, incluindo a icônica Praça da Revolução, com forte simbolismo político, onde estão os famosos murais de Che Guevara e do revolucionário Camilo Cienfuegos, ambos comandantes da Guerra pela Libertação Nacional.

No local, não existe a imagem de Fidel. Não há estátua dele no país, por decisão do próprio pai da revolução.

Automóvel antigo mas conservado | Foto: Acervo de Lúcia Pedreia

Andamos por uma Havana segura, sem medo de importunações. Os habitantes da ilha dizem que o índice de criminalidade no país é baixíssimo.

Tivemos a oportunidade de conversar com muitos cubanos. São receptivos, simpáticos. As pessoas lembram com saudade do tempo de Fidel. Dizem que viviam melhor, tinham saúde gratuita e de qualidade. O serviço continua público, mas faltam medicamentos, inclusive nos hospitais. A educação também é gratuita. Legados de Fidel.

Lúcia Pedreira é jornalista.

Nota da redação

¹ O Jornal Opção decidiu não atualizar o texto de Lúcia Pedreira, tal a qualidade de sua narrativa. A redação vai publicar todos os textos da repórter sobre sua visita à ilha de José Lezama Lima, Alejo Carpentier e Guillermo Cabrera Infante.

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