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Февраль
2026

Record lança livro de Ricardo Guilherme Dicke com 12 contos inéditos

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Filho de pai alemão e mãe brasileira, Ricardo Guilherme Dicke (1936-2008 — viveu 71 anos) é comparado (com os exageros de praxe) a João Guimarães Rosa. Formado em Filosofia e com um mestrado inacabado, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o mato-grossense acabou enveredando-se pela seara da literatura. Ele deixou uma obra importante que, aos poucos, começa a ser mais lida e bem avaliada.

Ricardo Guilherme Dicke: escritor que começa a ser revalorizado | Foto: Cláudio Oliveira

Professor de Princeton, Rodrigo Simon de Moraes é um dos principais responsáveis pela revalorização da literatura de Ricardo Guilherme Dicke. Ele defendeu a tese de doutorado “Em Busca Daqueles Que Foram Perdidos — Histórias Inéditas de Ricardo Guilherme Dicke”.

Rodrigo Simon organizou, para a Editora Record, o livro “Música de Mortos Suaves” (144 páginas), contos inéditos de Ricardo Guilherme Dicke.

Rodrigo Simon de Moraes: especialista na obra de Ricardo Guilherme Dicke | Foto: Reprodução

Outras obras do escritor Ricardo Guilherme Dicke: “Deus de Caim”, “Madona dos Páramos” e “Caieira”.

As obsessões de Ricardo Guilherme Dicke

Joca Reiners Terron

“Organizado postumamente, Música de mortos suaves, de Ricardo Guilherme Dicke, grande nome da prosa brasileira, reúne catorze contos — doze deles inéditos — encontrados por Rodrigo Simon de Moraes ao vasculhar os alfarrábios deixados pelo autor após sua morte, em 2008.

“Natural de Chapada dos Guimarães e figura central da literatura mato-grossense, Dicke construiu ao longo da vida uma obra marcada pela experimentação, pelo mergulho no inconsciente e por uma prosa que desafia os limites do real. Essa reunião de contos se impõe como uma porta de entrada poderosa para seu universo literário, dialogando tanto com a tradição quanto com o delírio. O conto que dá título ao livro inaugura a atmosfera que atravessa todo o volume: um território onírico, entre o surrealismo e o realismo mágico.

“Nestes contos encontrados no espólio do autor, anteriores à sua estreia no romance com ‘Deus de Caim’ em 1968 — chancelada pelo Prêmio Walmap, cujos jurados eram ninguém menos que Guimarães Rosa, Jorge Amado e Antonio Olinto —, vibram com eloquência as rigorosas obsessões de Ricardo Guilherme Dicke, o sertão, a morte, o sexo e a fúria da linguagem, em palavras rutilantes como esmeraldas na escuridão da mina.” (Divulgação da Editora Record)

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