Vai se mudar? Erro básico pode até causar vômito no seu pet
Mudança de casa costuma ser sinônimo de recomeço. Caixa para todo lado, móveis desmontados, gente entrando e saindo. Mas, no meio da empolgação, tem alguém que não entende nada do que está acontecendo. Para cães e, principalmente, gatos, a troca de ambiente pode ser um verdadeiro terremoto emocional e causar até vômitos e diarreias. A médica veterinária, Patrícia Matos explica, que a mudança é um momento naturalmente estressante para os animais. “Existe mudança de cheiro, de rotina e, muitas vezes, de convivência, principalmente se houver outros animais. Tudo isso gera estresse”, afirma. Por isso, o cuidado começa antes mesmo do caminhão chegar. A principal orientação é não alterar a rotina do animal nos dias que antecedem a mudança. Horários de alimentação, brincadeiras e descanso devem ser mantidos. Essa previsibilidade ajuda o pet a se sentir mais seguro. Outra dica importante é deixar a caixa de transporte aberta, em um local acessível, com um paninho ou cobertor que tenha o cheiro do próprio animal. Assim, ele passa a entrar e sair espontaneamente, reduzindo a ansiedade quando precisar permanecer dentro dela no dia da mudança. No dia da mudança, o ideal é manter o pet em um ambiente tranquilo e isolado, longe de barulho, movimentação intensa e pessoas falando alto. Reservar um cômodo só para ele pode evitar sustos e fugas. Ao chegar na casa nova, especialmente no caso dos gatos, não é recomendado tirá-lo imediatamente da caixa de transporte. O melhor é deixá-la aberta e permitir que ele saia no próprio tempo, explorando o novo espaço. Objetos familiares fazem toda a diferença nesse momento. Caminha, cobertores, brinquedos e mantinhas com o cheiro do animal ajudam a criar uma sensação de reconhecimento no ambiente desconhecido. “Tudo que eles consigam associar ao que já conheciam ajuda bastante”, reforça a veterinária da Clínica Bourgelat. O uso de feromônios sintéticos também pode auxiliar na adaptação, pois eles contribuem para diminuir o estresse. Nos primeiros dias, é recomendado deixar o gato restrito a um único cômodo, com água, comida e caixa de areia. Aos poucos, ele pode ir explorando os demais espaços da casa. Nada de forçar interação ou tentar “apressar” o processo. É comum que o animal fique mais escondido ou até coma menos nesse período. "A adaptação pode levar de 2 a 5 dias em gatos mais estressados, até 2 semanas, uma adaptação para o animal ali se sentir seguro no ambiente novo. Uma coisa importante é evitar o uso de calmantes, sem orientação veterinária, porque isso pode ser um risco grande para o animal". Sinais como diarreia, vômito ou apatia excessiva devem acender o alerta. Nesses casos, é importante procurar um veterinário para avaliar se é apenas reflexo do estresse ou se há alguma doença.
