Sindjor Goiás repudia agressão contra editora do Jornal Opção durante evento do PL em Goiânia
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás (Sindjor Goiás) divulgou nota de repúdio à agressão sofrida pela jornalista Bruna Ariadne, editora do Jornal Opção, durante a 1ª Reunião do PL Goiás 2026, realizada nesta sexta-feira, 20, em Goiânia. O presidente do sindicato, Francisco Costa, afirmou que conversou com Bruna sobre a agressão sofrida por ela. Além disso, Francisco procurou o senador Wilder, mas ele não respondeu.
Segundo relato da profissional, um homem não identificado a agrediu com um soco no braço, em meio a tumulto, enquanto a acusava de ser oposição política. Bruna também informou ter sido alvo de intimidação por parte da esposa do presidente estadual do Partido Liberal (PL) e de ameaça feita por outra mulher presente no evento.
Na nota, o sindicato afirmou solidariedade à jornalista e destacou que ela exercia atividade profissional em ambiente comum à cobertura política, que deveria garantir segurança aos profissionais de imprensa.
O Sindjor Goiás classificou o episódio como inadmissível e cobrou retratação da direção do Partido Liberal, além de apuração por parte das autoridades. A entidade também solicitou providências das forças policiais do Estado de Goiás para esclarecer os fatos e evitar novas ocorrências.
O sindicato ressaltou que divergências políticas não justificam violência, especialmente contra jornalistas no exercício da profissão.
Agressão
A editora do Jornal Opção, Bruna Ariadne denuncia agressão física e hostilidade verbal que sofreu ao deixar a 1ª Reunião do PL Goiás 2026, realizada nesta sexta-feira, 20, na sede estadual do Partido Liberal (PL), em Goiânia.
Segundo relato da editora, ao se retirar do evento, em meio à multidão e sob forte calor, um homem identificado por ela como apoiador do senador Wilder Morais teria desferido um murro em seu braço, ao mesmo tempo em que a acusava verbalmente de ser “da oposição”.
De acordo com Bruna Ariadne, não foi possível identificar nominalmente nem pelas feições o agressor naquele momento. “Havia muitas pessoas saindo ao mesmo tempo, e eu já estava passando mal por conta do calor. Foi tudo muito rápido.” Em razão dessas circunstâncias, ela afirma não ter conseguido reconhecer com precisão o autor da agressão. Se o ambiente tiver câmeras, será possível fazer a identificação.
A editora também relatou outros episódios de hostilidade ocorridos durante o evento. Em determinado momento, a mulher do senador Wilder Morais, que estava próxima à jornalista, teria aberto o celular para questionar um conteúdo jornalístico produzido por ela. Em seguida, uma mulher que acompanhava o evento fez uma ameaça verbal, afirmando que a editora “tinha que raspar o cabelo” em razão das matérias publicadas.
O Jornal Opção afirma que os episódios ocorreram em um contexto de tensão política crescente dentro do PL, marcado por divergências internas e pela possibilidade de anúncio da pré-candidatura de Wilder Morais ao governo de Goiás. Oxalá a violência, típica da extrema direita, não seja a ideologia nuclear da candidatura a governador que está nascendo.
O veículo reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e com a integridade física e moral de seus profissionais, ressaltando que divergências políticas não justificam qualquer forma de violência, intimidação ou constrangimento contra jornalistas no exercício da profissão. Não dá para acreditar que Wilder Morais compactua com a agressão.
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