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SUS rejeita remédio de alto custo para câncer de mama

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O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde o medicamento pertuzumabe, usado em combinação com trastuzumabe e quimioterapia no tratamento de câncer de mama HER2-positivo em fase inicial.  Na prática, isso significa que o remédio não passará a ser oferecido na rede pública para pacientes que fazem o tratamento antes da cirurgia, etapa conhecida como neoadjuvante. Esse tipo de abordagem é indicado para reduzir o tamanho do tumor e aumentar as chances de sucesso do procedimento cirúrgico. O pertuzumabe é considerado um medicamento de alto custo. No mercado privado, um frasco de 420 mg pode ultrapassar R$ 25 mil. Há também versões combinadas, como o Phesgo, que reúne pertuzumabe e trastuzumabe, com valores que podem passar de R$ 60 mil, dependendo do fornecedor e da forma de pagamento. Por isso, trata-se de uma terapia restrita a quem consegue acesso judicial ou tratamento pela rede privada. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) tomou a decisão de não incorporar o medicamento após avaliação de evidências científicas, custo-efetividade e impacto orçamentário antes de liberar novas tecnologias na rede pública. Segundo a portaria, o tema pode voltar a ser analisado futuramente caso surjam novos dados que alterem o entendimento atual. O câncer de mama HER2 (receptor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2)-positivo é um subtipo mais agressivo da doença, caracterizado pela presença elevada da proteína HER2 nas células tumorais. Justamente por isso, medicamentos direcionados a esse alvo molecular têm papel importante no tratamento, especialmente nas fases iniciais, quando o objetivo é aumentar as chances de cura. Com a decisão, o SUS mantém os protocolos atuais para esse tipo de câncer, sem incluir o pertuzumabe na fase inicial da doença.