Delegado de Goiás é jurado de morte pelo PCC após operações contra o tráfico
O delegado Humberto Teófilo, da Polícia Civil de Goiás, afirmou em entrevista ao Jornal Opção que passou a receber ameaças de morte atribuídas a integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) após a intensificação de operações contra o tráfico de drogas em Aparecida de Goiânia.
Segundo o delegado, duas comunicações distintas apontaram que uma liderança da facção teria determinado sua execução. Ele relatou que as ameaças vêm ocorrendo nos últimos dias, mas que um episódio recente elevou o nível de preocupação.
“Foi o estopim”, diz delegado
Em entrevista, Humberto Teófilo classificou a situação como “chata” e “estranha”, e confirmou que solicitou escolta.
“Chato, estranho, né? Chato. Então, eu fiz a solicitação de escolta, que na verdade está tendo expediente. Foram uma série de ameaças que já haviam acontecido nos últimos dias, e ontem foi o estopim, depois de uma ameaça bem clara partindo de uma pessoa que falou que o líder do PCC, que é forte — inclusive nós já identificamos essa pessoa — tinha dado uma ordem de execução”, afirmou.
Questionado se já havia sido ameaçado anteriormente, o delegado respondeu que sim, mas destacou que desta vez o cenário foi mais intenso.
“Não, já. Já foi algumas vezes. Mas dessa maneira, foi mais intensa, diante de vários fatos que ocorreram”, declarou.
Polícia já identificou suspeitos
O delegado também confirmou que uma nova ameaça foi registrada recentemente, recebida na noite anterior à entrevista.
“Ontem à noite eu tinha recebido mais uma, de um último traficante lá, mas nós já estamos fazendo todo o levantamento, já sabemos quem são as pessoas e vamos fazer as ações necessárias”, disse.
Sobre a identificação do suposto líder do PCC envolvido na ameaça, Humberto Teófilo afirmou que a polícia já avançou nas investigações.
“Já identificamos também”, afirmou, ao confirmar que as forças de segurança intensificaram as buscas.
Integração das forças e reforço no combate ao crime
Apesar das ameaças, o delegado afirmou que considera esse tipo de risco parte da profissão e reforçou que o trabalho continuará.
“Já é algo normal, faz parte da profissão. Agora é a integração das Forças de Segurança Pública e nós vamos intensificar o combate ao crime em Aparecida”, declarou.
Segundo ele, as ameaças estão diretamente relacionadas às operações recentes contra o tráfico de drogas, que resultaram na prisão de cerca de 50 traficantes nos últimos dois meses.
“Exatamente, tráfico de drogas. Prendemos 50 traficantes nos últimos dois meses”, afirmou.
De acordo com o delegado, as ações tiveram como foco principal integrantes do PCC, especialmente na região do Jardim Liberdade. Ele também confirmou que outra facção, o Comando Vermelho (CV), atua no município, mas ressaltou que, neste caso específico, as prisões envolveram majoritariamente membros do PCC.
Medidas de segurança reforçadas
Diante da gravidade das ameaças, Humberto Teófilo informou que comunicou formalmente o caso à Secretaria de Segurança Pública de Goiás e solicitou reforço nas medidas de proteção. A Polícia Civil segue investigando as ameaças e intensificando diligências para localizar os suspeitos apontados como responsáveis pela intimidação.
Mesmo sob ameaça, o delegado reafirmou que o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado continuará “dentro da legalidade e com firmeza”, com apoio das forças de segurança do Estado.
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