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Adulto até "arrega", mas criançada mostra como curtir o Carnaval raiz

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Quem enfrentou a chuva com a criançada nesta segunda-feira (16) na Orla Morena, palco do bloco Cia Barra da Saia, não saiu frustrado nem se arrependeu. Pelo contrário, apesar do temporal repentino, que literalmente lavou os foliões, por lá ela não foi castigo, mas uma chance de os adultos pararem de arregar e curtirem o Carnaval raiz como a os pequenos. Quem resistiu dançou na chuva, correu e deixou as crianças aproveitarem para criar memórias. O bloco nasceu em 2025 e foi pensado exatamente para que mães pudessem curtir a festa e aproveitar com os pequenos sem preocupações. Apesar da maquiagem, da roupa e da expectativa para o cortejo, Angela Montealvão pulou e cantou na chuva com o filho Inácio e as outras crianças que não ligaram de se molhar. Ela é representante do bloco e fundadora da Barra da Saia. “Esse bloco é pensado para crianças e mães, é uma oportunidade de a gente brincar junto. A alegria está lá em cima. Vamos abrir nossa saia e irradiar mel e belezura na Orla. A chuva não estragou nada, até refrescou, porque estava muito quente e tinha gente começando a passar mal. Agora o cortejo vai no fluxo das águas”, brinca. A programação seguiu mesmo debaixo d’água: começou com orquestra, passou pelo pagode e terminou em samba. Segundo Angela, é um bloco para quem gosta dessa mistura de ritmos. Entre os pequenos, a chuva dividiu opiniões. Eloá Fernandes, de 9 anos, confessa que ficou chateada no começo. “Fiquei triste porque a gente estava brincando, mas ainda dá pra curtir a chuva. Só queria que não tivesse caído para continuar mais.” A mãe dela, Jéssika Fernandes, de 34 anos, entrou no clima. “A água veio de surpresa, mas a alegria continua. Carnaval é isso.” Para Bruna Costa, 25 anos, a experiência foi quase educativa. Ela levou o filho e diz que faz questão do contato com a natureza. “Cheguei e nem estava chovendo, mas acostumei meu filho assim. Graças a Deus em contato com a natureza. Ele se diverte e eu também. Ele perguntou se teria crianças e falei que esse bloco é pra elas. A chuva não estraga nada, só traz coisa boa. Se tiver algo pra proteger, guarda e segue feliz.” Nem todos ficaram o tempo todo, a chuva dispersou parte do público, mas muita gente voltou quando a música recomeçou. Daniela Hernandes, 35 anos, estava com a filha Clara, de 1 ano e 2 meses, curtindo o segundo Carnaval da pequena. “Deu uma espalhada no pessoal, mas depois a animação voltou. Pelo menos refrescou, porque estava bem quente. Eu sou bem carnavalesca, minha mãe sempre vem junto também.” Para quem já tem experiência, chuva em bloco infantil nem chega a ser novidade. Elisabete Hernandes, 64 anos, contou que é a segunda vez no evento  e a segunda vez tomando chuva. “Já que está aqui, tem que molhar mesmo”, ri. E, talvez, ninguém tenha entendido melhor o espírito da festa do que Rafaela, também de 9 anos. “Pra mim foi bom. Gosto de chuva, de pular assim. Vi adulto reclamando, mas eles tinham que pular mais igual criança.” A mãe, Gabriela, admite que bateu o receio de a festa acabar. “Deu um medinho, mas quando vimos que continuaria, animamos de novo. Minha filha menor queria ficar debaixo da chuva. Depois deu um friozinho, mas passou.”