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Jovem acusa ministro Marco Buzzi, do STJ, de assédio sexual

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O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é investigado por assédio sexual a uma jovem de 18 anos. A vítima denunciou o crime à Polícia Civil de São Paulo e em depoimento afirmou “pôde sentir o pênis de Marco” em duas investidas atribuídas ao magistrado, que ainda teria passado a mão nas nádegas dela.

O crime teria ocorrido no dia 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC). A vítima de 18 anos, acompanhada dos pais, estava há dois dias hospedada em uma casa do ministro, nas proximidades da praia do Estaleiro. A jovem prestou um segundo depoimento, na última quinta-feira, 5, à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Afastado de suas funções, após apresentar um atestado médico de 10 dias, Marco Buzzi emitiu uma nota, por meio de sua defesa, na qual nega o crime. Ele acrescenta que espera o momento adequado para apresentar as provas contra as acusações.

A jovem de 18 anos afirmou à Polícia Civil paulista que considerava Marco Buzzi como um avô e confidente. Isso devido a convivência que tinha, desde pequena, com o magistrado – amigo dos pais da vítima, cuja mãe é uma conhecida advogada ativista nos Tribunais Superiores.

Assédio na praia

A vítima afirmou, em depoimento, que foi à praia com Marco e que ele teria questionado se ela era lésbica e “se não sentiria atração por homens, já que possui uma namorada”. A vítima, então, explicou que é bissexual.

Ela vestia apenas um biquíni e sentou-se em uma das cadeiras, que fica em frente ao condomínio, quando chegaram no local. Em seguida, disse que via mensagens no celular até quando o ministro a convidou para entrar no mar.

A jovem estranhou quando ele sugeriu que fossem a uma distância de 400 metros de onde estava o guarda-sol, alegando que naquele ponto o mar estaria mais calmo. Ela aceitou o convite e acrescentou à polícia que o ponto para o qual foram “não era de visibilidade das pessoas que estariam no guarda-sol” próximo ao condomínio.

A estudante disse que Marco comentou estar sentindo frio e apontou para duas pessoas que também estavam dentro do mar, um pouco distantes. Em seguida, Buzzi teria afirmado que “deve ser por isso que eles estão abraçados”.

“Nesse momento, Marco puxou a declarante pelo braço, a virou de costas para si e pressionou o quadril e as nádegas da declarante contra seu pênis e afirmou que a achava ‘muito bonita’”, diz trecho do depoimento.

A vítima tentou se soltar, mas o ministro a teria puxado novamente, passando a mão nas nádegas dela, ainda segundo o relato dela. A jovem diz ter sentido o pênis de Marco “em ambas as ocasiões”. Sem sucesso, ele ainda teria tentado puxá-las outras vezes.

Defesa do ministro

É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.

Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por “juízes” e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.

Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi.

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