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Canetas emagrecedoras passam a ter uso contra infarto e doença renal

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta segunda-feira (2), novas indicações terapêuticas para medicamentos já utilizados no Brasil no tratamento do diabetes, da obesidade e da asma. As mudanças ampliam o uso da semaglutida, princípio ativo do Wegovy e do Ozempic, e também do Tezspire, medicamento biológico indicado para casos graves de asma. No caso do Wegovy, a agência autorizou o uso do medicamento para a redução do risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto e Acidente Vascular Cerebral, em adultos com doença cardiovascular estabelecida e que tenham obesidade ou sobrepeso. Até então, o remédio era indicado principalmente para o controle do peso corporal. Segundo os estudos apresentados à Anvisa, o uso da semaglutida, quando associado à dieta com restrição calórica e aumento da atividade física, reduziu de forma significativa a ocorrência desses eventos cardiovasculares. O tema considera-se relevante no país, onde estimativas apontam que cerca de 400 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de infarto ou AVC (acidente vascular cerebral). Já o Ozempic, que também tem a semaglutida como princípio ativo, teve a indicação ampliada para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 2 que apresentam doença renal crônica. Dados da SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia) mostram que, em 2024, quase três em cada dez pacientes em diálise no Brasil eram diabéticos. De acordo com os estudos avaliados pela agência reguladora, o uso do medicamento em conjunto com a terapia padrão contribuiu para reduzir a progressão da insuficiência renal e também as mortes associadas a eventos cardiovasculares graves nesse grupo de pacientes. Outra ampliação aprovada envolve o Tezspire, medicamento à base de tezepelumabe, até então indicado para o tratamento de asma grave em pacientes a partir de 12 anos. Com a nova decisão, o produto passa a poder ser utilizado como tratamento complementar da rinossinusite crônica grave com pólipo nasal em adultos que não responderam às terapias convencionais, ou que não podem usar corticoides sistêmicos ou passar por cirurgia. A rinossinusite crônica com pólipos é uma doença inflamatória que atinge a mucosa nasal e os seios paranasais, provocando sintomas persistentes como obstrução nasal e perda do olfato. Estima-se que a condição afete até 4% da população e tenha impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. As novas indicações passam a valer após a publicação das decisões da Anvisa e não alteram a exigência de prescrição médica nem o acompanhamento clínico para o uso desses medicamentos.