Agenda de leituras para 2026 de escritores, intelectuais e jornalistas (Parte 4)
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Flavia Stefani
Escritora e tradutora
Comecei o ano levantando peso pesado na academia — 95 quilos na elevação de quadril e o meu próprio peso no levantamento terra — e decidi aplicar a mesma disciplina à minha lista de leituras. Para fevereiro e março, escalei o segundo e o terceiro volumes de “Remembrance of Things Past”, de Marcel Proust (na tradução de Scott Moncrieff), com pausas estratégicas para reler a “Ilíada”, agora na tradução de Emily Wilson, que já tinha me impressionado com a sua “Odisseia”.
Gosto muito de ler autores do passado. Como disse Faulkner (com a provável concordância de Freud), o passado nunca morre; nem sequer é passado. Os autores de outrora — desde os mais distantes, como Santo Agostinho, cujas “Confissões” devorei em dezembro, até aqueles de um passado que ainda está morno, como Sontag e Lispector — continuam atuais e me ensinam muito. Isso sem falar na prosa deliciosa, livre daquele sarcasmo defensivo de hoje em dia (mas nem por isso sisuda).
Iniciei o ano lendo um poeta de quem ouvia muito falar, mas lia pouco: Robert Frost. E também “Madame Bovary”, de Flaubert — li há uns anos a tradução da Lydia Davis, agora quero encarar a de Mário Laranjeira.
Também na lista: “Pnin”, de Vladimir Nabokov; “Regarding the Pain of Others”, de Susan Sontag; “Contra o Colonialismo”, de Simone Weil; e tudo o que conseguir reler de Clarice Lispector e Virginia Woolf.
Já comecei “A Lover’s Discourse”, de Roland Barthes, na tradução clássica de Richard Howard, mas, por se tratar de uma espécie de dicionário lírico e fragmentado do discurso amoroso, o plano é ler um a dois capítulos por mês.
Já “The Selected Poetry of Rainer Maria Rilke” (tradução de Stephen Mitchell) fica na mesa de cabeceira — gosto dessa edição bilíngue, especialmente depois de estudar um semestre de holandês e começar a notar as semelhanças com o alemão.
Meu gênero literário favorito — e, sem dúvida, o que mais exercitei até hoje como escritora — são as cartas. Para 2026, tenho três livros de correspondência na fila: “A Literate Passion”, que cobre vinte anos da troca literária e apimentada entre Henry Miller e Anaïs Nin; as cartas completas entre Elizabeth Bishop e Robert Lowell; e a correspondência da Clarice, naquela edição caprichada da Rocco.
Mas também gosto de ler os contemporâneos, de ver refletidos nas páginas as mazelas e os desafios do nosso tempo. E, como vivo cercada de escritores, tenho a alegria de conhecê-los não só pessoalmente, mas na intimidade do pensamento, lendo o que publicam.
Estou ansiosa para ter em mãos “Ilhas Suspensas”, a estreia na ficção da psicanalista, pesquisadora e crítica literária Fabiane Secches. “Vida Doçura”, de Natércia Pontes, também tem lugar garantido na pilha. “Só Depois Entenderei”, novo romance de Alexandre Vidal Porto — talvez o livro mais pessoal dele até aqui —, é uma das minhas apostas.
Em janeiro, li “Ressuscitar Mamutes”, da Silvana Tavano, vencedor do Oceanos, um nocaute de livro que entra na lista porque mal faz 48 horas que terminei a leitura.
2026 marca também a minha volta ao espanhol, língua que me encanta. Numa visita rápida a Madri no fim de semana passado, comprei o aclamado “Corazón Tan Blanco”, de Javier Marías, e “Los Nombres de Mi Padre”, do mexicano Daniel Saldaña París.
De volta a Lisboa, comecei a ler “Archipiélago”, da sensação argentina Mariana Enriquez, sobre a formação dela como leitora. Na mesma linha, vou ler “Literatura Infantil”, do chileno Alejandro Zambra (na verdade, já comecei). Pretendo ainda, pelo menos, arranhar “Yo, el Supremo”, a obra monumental do paraguaio Augusto Roa Bastos, e encarar “La Hija de La Española”, da venezuelana Karina Sainz Borgo.
Por fim, “A Arte do Romance”, de Milan Kundera, entra na seleção de livros sobre escrita que quero ler este ano, junto com “A Long Game”, de Elizabeth McCracken; “A Truce That Is Not Peace”, de Miriam Toews; e “Things I Don’t Want to Know”, de Deborah Levy.
Se tudo der certo, chego ao fim de 2026 com os músculos e a cabeça mais fortes.
2
Carlos César Higa
Historiador e ensaísta
“Meus Mortos”, de Diogo Mainardi. Editora Record 2025. Acompanho Diogo Mainardi desde os tempos da revista “Veja”. Gosto muito do seu estilo de escrita. Esse livro me chamou a atenção pelo título.
Diogo escreve sobre a decadência da vida e a morte dos seus pais durante a pandemia. Eu perdi meu pai no começo deste ano. É uma ferida que sangra todos os dias. A vida perde um pouco seu encanto. Vamos ver o que Diogo Mainardi tem a nos dizer.
“Carlos Lacerda — Uma Biografia”, Mario Magalhães. Companhia das Letras, 2026. Este livro é uma indicação do meu querido amigo Euler de França Belém. A vida de Carlos Lacerda já foi esmiuçada por John Foster Dulles, nos anos 1990, em dois volumes. Quero ver se Mário Magalhães conseguirá superar a obra de Dulles. Eu espero que sim.
“Biografia da Televisão Brasileira”, de Flávio Ricco e José Armando Vanucci. Matrix Editora, 2017. Sou fã da história da televisão e esse livro já está na minha lista de leituras de 2021 e o mantenho para a lista de 2026. A trajetória televisiva, desde 1950 até os dias atuais, é muito bonita e interessante. Saber os bastidores das criações dos programas que marcaram época, reconhecer a coragem e a bravura daqueles pioneiros que abriram o caminho para tudo o que temos hoje na tela da televisão.
Flávio Ricco e José Armando Vanucci são dois jornalistas que conhecem muito bem essa longa trajetória da TV brasileira.
3
Ademir Luiz
Escritor e crítico literário
A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, realizada entre abril e julho de 2024 pelo Instituto Pró-Livro, revelou que Goiânia, a cidade onde moro, é a capital brasileira onde menos se lê. De acordo com a pesquisa, apenas 40% da população com mais de cinco anos de idade afirmou ter lido, inteiro ou em partes, ao menos um livro nos três meses anteriores à entrevista.
Devo ter minha parcela de culpa, uma vez que não li três dos doze livros que coloquei em minha agenda de leitura para 2025 do Jornal Opção: “Os Bastidores — Como escrever”, de Martin Amis; “Uma Noite na Livraria Morisaki”, de Satoshi Yagisawa, e “A audácia Dessa Mulher”, de Ana Maria Machado. Em minha defesa, outros entraram no lugar. Mesmo assim foram falhas lamentáveis que tentarei remediar em 2026. Portanto, recoloco esses três na berlinda.
Quais outros livros talvez não leia em 2026, apesar de querer? O primeiro, sem dúvida, é “O Jardim das Oliveiras”, de Adélia Prado, obra que nossa maior poetisa viva lançou às portas dos 90 anos. Um livro que nasceu clássico.
Pretendo, se não der para trás, fechar a trilogia “O Lugar Mais Sombrio”, lendo “Dança de Enganos”, de Milton Hatoum, citado como candidato ao Nobel de Literatura em 2025.
Falando em Nobel, farei de tudo para ler o novo romance de Jacques Fux, vencedor do prêmio em 2018: “Uma Impostora em Harvard”, um livro sobre vaidades acadêmicas. Tema que muito me interessa.
Outro tema que me interessa são vampiros. Também gosto de estudar sobre Machado de Assis. Edson Aran uniu os dois assuntos no romance “Quincas Borba e o Nosferatu”. Não terei desculpas se não ler esse romance.
Se bem que interesse talvez não seja suficiente para me fazer destravar a preguiça e ler. O romance “F”, de Antônio Xerxenesky, trata de Orson Welles, um de meus cineastas preferidos, e não sei se é o suficiente. Em todo caso coloco “F” na lista. Vai que dá certo.
O mesmo vale para “O que Amar Quer Dizer”, de Mathieu Lindon, que trata de Foucault, Michel — não o pêndulo.
Um livro que vou ler com certeza é o romance de auto ficção “Yann Andréa Steiner”, em que Marguerite Duras conta seu encontro com um jovem intelectual fascinado por sua escrita, porque adoro fofocas literárias.
O mesmo não vale para “Departamento de Especulação”, de Jenny Offill, e “Mr. Gwin”, de Alessandro Baricco, que entram na categoria do “talvez”, “veremos”, “vamos marcar”.
Finalmente, termino com uma releitura: a edição revista de “O Fotógrafo”, do mestre Cristovão Tezza, que se houver justiça no mundo estará concorrendo ao Nobel em 2026.
4
Solemar Oliveira
Escritor
Ler, para além de escrever, é um exercício vocacional. É muito necessário, mais do que vontade, dedicação e cuidado.
Tem mais: uma boa mesa com espaço, um caderno novo do lado do livro, uma cadeira estofada, óculos corretos (para quem já passou dos cinquenta) e um pouco de silêncio.
Melhor, eu trocaria silêncio por tranquilidade. Algum desconforto, mínimo, é preciso para uma eficiência razoável. Ao tentar ler na cama, encostado em três travesseiros confortáveis, ar ligado ou um pequeno cobertor nos pés, opções que dependem das oscilações de temperatura no clima de um ano inteiro, em Goiás, entendi que esse caminho não torna o leitor produtivo.
No último ano me tornei pai e ler se tornou uma ação que envolve bastante criatividade. Já li na rede fazendo o Bento dormir e em pé perseguindo-o pela casa. Deixo livros em lugares estratégicos e leio trechos, especialmente poemas, quando estou fazendo a limitada, mas audaciosa, viagem pelos cômodos da casa na intensa perseguição ao pequenino aventureiro que não cessa em investigar.
Nesse novo ano serei mais modesto. Ainda vou buscar a meta do máximo de leitura possível, número mágico, mas focarei principalmente nesses doze desejos imprescindíveis que preciso realizar. E assim, com o desconforto necessário para a boa escala produtiva de leitura, nesse caso mais do que eu gostaria, feliz pela corrida que me tira da rotina, terei feito a tarefa obrigatória do leitor: ler, ler e ler.
Segue a lista. Tudo misturado.
1 — Horas azuis, de Bruna Dantas Lobato – Um romance sobre deslocamento, pertencimento e o que resta quando a casa muda.
2 — As Mortas, de Jorge Ibargüengoitia – Um crime real recontado como farsa moral e crítica feroz ao sensacionalismo.
3 — Vivos na memória, de Leyla Perrone-Moisés – “Eu não tenho nada de especial para contar a meu respeito, mas tenho muito a contar sobre pessoas que conheci”, diz Leyla. Escritores sobrevivem quando a leitura se transforma em convivência.
4 — Para o meu coração num domingo, de Wisława Szymborska – A poetisa que amei descobrir. Poemas breves para pensar o mundo com ironia e clareza.
5 — Eros, o doce-amargo, de Anne Carson – O desejo como contradição entre prazer, falta e pensamento.
6 — Suttree, de Cormac McCarthy – Do gênio que escreveu Meridiano de Sangue. Um homem à margem enfrenta a vida em sua forma mais áspera.
7 — José e seus irmãos I, de Thomas Mann – O mito bíblico reescrito como épico do humano.
8 — Zoo, ou Cartas não de Amor, de Viktor Chklóvski – Amar sob proibição transforma a forma em resistência.
9 — Diário: Memórias da Vida Literária, de Edmond de Goncourt – A literatura vista por dentro, sem máscaras.
10 — Para John, de Joan Didion – Um livro escrito para atravessar o luto.
11 — A União das Coreias, de Luiz Gustavo Medeiros – Ciência e ficção em tensão para pensar o presente. Livro do talentoso escritor brasileiro Luiz Gustavo, que por acaso mora em Goiás.
12 — Livro bônus: Vou reler, com mais intensidade, o formidável romance de Ademir Luiz – O Wikiota, que promete ser o grande lançamento de 2026.
5
Chris Resplande
Poeta e cronista
Espero com entusiasmo a já tradicional agenda de leitura do Jornal Opção. Não digo como colaboradora, mas como curiosa e interessada no que autores que admiro andam lendo.
O que me proponho em 2026 são especialmente releituras. É uma proposta, tudo pode mudar, e fico feliz que ao final do ano não me peçam para listar o que, de fato, li de minhas indicações.
A vontade da releitura de certos autores veio depois de conversas com amigos escritores (uma espécie de “Sociedade de Poetas Loucos e Lúcidos”, da qual faço parte) e de perceber o quanto foram marcantes em suas trajetórias. E na minha, será que foram? Preciso reler para (re) descobrir.
Começo com “O Idiota”, “Escritos da Casa Morta” e “Os Irmãos Karamázov”, de Dostoiévski.
Depois (ou não nesta ordem), uma releitura de Tolstói, “A Morte de Ivan Ilitch”. Ainda nos russos, Nikolai Gógol com “Almas Mortas”, “O Capote” e “Taras Bulba”, este último lido na adolescência, numa adaptação de Carlos Heitor Cony e que ainda está em minha biblioteca.
Continuo com Graciliano Ramos, em especial “Caetés” e “Angústia”, lidos também na adolescência e que clamam por uma “atualização”. Assim entendi ao ler um artigo sobre Graciliano cujo autor, Urariano Mota, diz que “nele, se o compreendemos bem, há uma lição de sabedoria que deveria ser luz para todo escritor digno do nome”. Releitura urgente!
A lista é pequena e apenas um ponto de partida. O que espero mesmo é que o novo ano traga boas surpresas literárias, a ponto de me fazerem rever todos os planos.
6
Andréa Luísa Teixeira
Musicista e presidente da Aflag
Alguns Livros para 2026:
1 — Cartas de Goyaz – Carlos Pereira de Magalhães.
Fui ao lançamento do livro este mês de dezembro na Fundação Frei Simão na cidade de Goiás e fiquei impressionada com a história de Magalhães. Com suas cartas, conseguiu revelar importantes aspectos sociais, culturais, históricos e geográficos do estado de Goiás.
2 –—Reler o livro Neve, de Orhan Pamuk
Pamuk cutuca a ferida que todos fingem não ver: a identidade é sempre um campo minado. Em “Neve”, a cidade de Kars funciona como um espelho embaçado onde política, religião e melancolia se confundem.
Vale a leitura porque ele transforma dúvida em matéria-prima da existência. Filosoficamente, ler Pamuk é aceitar que somos feitos do atrito entre aquilo que desejamos ser e aquilo que o mundo nos permite ser. Poeticamente, o romance cai como neve fina: aparentemente leve, mas capaz de alterar toda a paisagem da gente. Orhan Pamuk ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2006. Já li vários livros dele. São cheios de sensibilidade, memória e a rica exaltação de sua terra natal: Turquia.
3 — O Livro do Riso e do Esquecimento – Milan Kundera.
4 – Allegro ma non Troppo – Paulliny Tort.
5 — Inventário da Solidão – João Tordo.
6 — Os Inquilinos da Casa Verde — Bruno Rocha e Ana Cláudia Rocha.
7 — Literatura Goiana: Pioneiros e Contemporâneos Vol. 1 (pré-lançamento) – Coordenação: Ademir Luiz (Brasil: 2025)
7
Eliézer C. de Oliveira
Historiador e membro do IHGG
Um dos pilares da sociabilidade humana é a fofoca. Tudo mundo sabe disso, mas a premissa foi alçada a teoria sociológica por Norbert Elias, quando analisou as cortes dos reis absolutistas e mostrou que a fofoca era definidora das hierarquias e se portava como um eficiente instrumento de poder.
O interesse no que o outro fez, faz e planeja fazer é o fator motivador da fofoca. Portanto, considerando esse importante elemento antropológico, vou listar as minhas intenções de leitura para 2026, com a esperança que suscite a curiosidade alheia.
Antes de falar da lista futura, tenho que refletir sobre a lista passada. Para 2025, planejei a leitura de dez livros – seguindo precedente bíblico de “dez é o limite”; consegui ler apenas cinco: “Como ser um Ditador”, de Frank Diköter; “Vita Brevis”, de Jostein Gaarder; “Falo de Amor a Esses Ouvidos Moucos”, de Héverton Baiano; “A Biblioteca da Meia-Noite”, de Matt Haig; e “Contos Inéditos”, de Crispiniano Tavares.
Podem fofocar: “O professor só leu a metade dos livros que propôs!”. Em minha defesa, eu diria que li vários outros fora da lista, mas a fofoca é rigorosamente seletiva, preferindo realçar as falhas aos acertos. Então, confesso: falhei comigo mesmo.
Espero um desempenho melhor para a minha lista de 2026. Vou colocar nela três livros da lista passada e deixar de fora dois que já não são de meu interesse. Engraçado como algo que era muito importante no final de 2024 já não o é no final de 2025. Lista de livros são como uma boa fofoca: parece muito importante no presente e perde a importância no futuro.
A lista é o seguinte:
1 — Estranho Numa Terra Estranha, de Robert Heinlein. Um clássico da ficção científica, o meu gênero literário preferido.
2 — 21 lições para o século 21, por Yuval Noah Harari. Pretendo ler porque gostei da sapiência do autor.
3 — O teatro de Sabbath, de Phillip Roth. Uma oportunidade para ler alguma coisa de um dos mais importantes romancistas contemporâneos.
4 — A elegância do Ouriço, de Muriel Barbery. Livro presenteado por uma amiga, que disse ter algo a ver comigo. A conferir.
5 — O Cachorro de Rousseau, de David Edmonds e John Eidinow. Uma fofoca das grandes sobre a briga entre Rousseau e David Hume.
6 — Literatura Goiana: pioneiros e contemporâneos, organizado por Ademir Luiz. Um livro de edição belíssima e monumental, com textos de Augusta Faro, Delermando Vieira, Edival Lourenço, Hugo de Carvalho Ramos, Lêda Selma, Leodegária de Jesus, Maria Helena Chein, Valdivino Braz, Ygino Rodrigues. Só clássicos.
7 — Goiás: História política (1726 – 2018), de Fábio Santa Cruz. O autor é um dos grandes nomes que está se despontando na historiografia goiana.
8 — Racionalidade: o que é, por que parece estar em falta, por que é importante, de Steven Pinker. Fiquei fascinado com o livro de Pinker sobre O Novo Iluminismo e pretendo ver se esse mantém o padrão.
9 — A Crise da Consciência Europeia (1680-1715), de Paul Hazard. Um livro muito conhecido que, segundo fofocam por aí, fazem uma ótima análise do pensamento do filósofo Giambatistta Vico.
10 — Salambô, de Gustave Flaubert. Interessei-me por esse livro, ao ler uma referência sobre ele nas Teses de História de Walter Benjamin, sobre a tristeza que Flaubert sentiu ao visitar as ruínas de Cartago, o que lhe inspirou o desejo de reviver a cidade por meio da literatura.
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