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Gabriel Zahran alega inocência e diz que irmão “terá de prestar contas”

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Investigado por envolvimento em golpes, Gabriel Gandi Zahran Georges, de 38 anos, alega ser inocente. Ele afirma ainda que se o irmão Camillo Gandi Zahran Georges, 36, realmente for o cabeça de esquema de falsos investimentos “terá de prestar contas à Justiça” e que a única coisa que compartilha com o principal alvo da Operação Castelo de Cartas é o sobrenome. Os irmãos foram alvo da Operação Castelo de Cartas, desencadeada pela Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), nesta quarta-feira (28). Gabriel foi levado para Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), onde foi ouvido por cerca de três horas e liberado. Camillo tem mandado de prisão contra si e é considerado foragido. Ambos herdeiros do Grupo Zahran, os irmãos são filhos do ex-deputado Gandi Jamil e netos de Ueze Zahran. “Diante das recentes acusações, gostaria de manifestar publicamente minha total inocência. Recebo tais acusações com surpresa, mas com a serenidade de quem nada deve”, diz a nota enviada por Gabriel por meio de seu advogado, Márcio de Ávila Martins Filho. O empresário diz acreditar que a verdade aparecerá com o tempo. “Reitero que sempre pautei minha conduta pela ética e pelo respeito às leis. Minha defesa já está trabalhando para apresentar todos os fatos e provas necessários às autoridades competentes. Tenho plena confiança na justiça e na verdade. O tempo se encarregará de esclarecer cada detalhe, restabelecendo a realidade dos fatos”. Gabriel Zahran finaliza o texto afirmando que o irmão terá de se responsabilizar caso fique comprovado que aplicou golpes milionários. “Com relação ao meu irmão a única coisa que posso falar é que se de alguma forma ele transgrediu as leis, terá que prestar contas à Justiça”. O herdeiro também foi para o Instagram se defender. Em vídeo publicado nesta tarde, afirmou não ter nada a ver com o que a Polícia Civil de São Paulo investiga. “Não fiz parte disso e jamais faria parte de algo assim.” Gabriel foi além, afirmando que sequer mantém “laços afetivos” com o irmão acusado de liderar esquema de falsos investimentos. “Não tenho negócio nenhum com meu irmão e muito menos laços afetivos com ele. A única que compartilho com ele é o sobrenome. Não fazemos as mesmas coisas, não andamos nas mesmas rodas”. A operação – A Castelo de Cartas investiga crimes de associação criminosa e estelionato envolvendo os dois herdeiros do Grupo Zahran. Os investigados, segundo as apurações prévias, usavam o sobrenome da família para induzir empresários a investir em negócios e empresas que não existiam. Nesta quarta-feira, agentes da Deic estiveram em endereços ligados aos irmãos e outros investigados em Campo Grande. Durante as buscas, apreenderam R$ 1,5 milhão em notas promissórias e R$ 250 mil em dinheiro, além de 10 carros de luxo, relógios de alto valor, joias, celulares, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação. Quatro armas municiadas também foram localizadas e apreendidas. As investigações seguem em andamento e o valor total dos prejuízos causados às vítimas ainda não foi divulgado. Camillo é denunciado por casal de amigos que investiram R$ 5 milhões em negócios que nunca saíram do papel: exportação de ouro, representação de cachaça e abertura de supermercado. Por esse caso, ele e comparsas foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em dezembro do ano passado, por estelionato e associação criminosa.