Riedel vai ao Rio de Janeiro discutir infraestrutura de transmissão de energia
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), desembarca no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (28) para participar de uma reunião sobre a infraestrutura de transmissão de energia em Mato Grosso do Sul na ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). O encontro, marcado para 14h, contará com a presença do titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, e representantes da Bracell, empresa em processo de licenciamento da sua fábrica de celulose em Bataguassu. Ao Campo Grande News , Verruck reforça que o problema do Estado não é a distribuição de energia. "São as subestações de transmissão que o próprio estudo da EPE, da empresa de planejamento energético, mostra um gargalo de conectividade. Então, Mato Grosso do Sul está aumentando muita produção de energia e nós precisamos de investimentos nessa área", afirmou. O processo industrial das grandes fábricas de celulose e usinas de álcool de cana produz energia de sobra, enquanto suas turbinas funcionam, e parte disso se perde porque falta infraestrutura de transmissão para receber esse excedente que poderia ser distribuído. O Governo do Estado já relatou o gargalo à Secretaria de Energia do MME (Ministério de Minas e Energia) e pediu providências, como a inclusão de MS nos próximos leilões de transmissão, estrutura organizada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Segundo Verruck, este é o objetivo do encontro. "A discussão é exatamente entender qual é o plano de investimentos que o ONS tem para os leilões de transmissão de energia. A gente sabe que existe um cronograma, mas o cronograma está muito longo para as necessidades do Mato Grosso do Sul. Então, a gente vai discutir uma antecipação de cronogramas para exatamente atender a elevada demanda de oferta de energia", finalizou. O plano de investimentos para quem vencer o leilão para investir na região de Bataguassu prevê aplicação de recursos para 2032, gerando uma longa lacuna quando a fábrica for ativada. Essas grandes indústrias, pelas dimensões das turbinas, chegam a produzir 400 MW de energia renovável, sendo cerca de metade excedente e ofertada ao sistema nacional. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
