Exército americano anuncia um mega exercício militar no Oriente Médio
Os Estados Unidos anunciaram que vão realizar um mega exercício militar em todo o Oriente Médio, ao mesmo tempo que o Irã revelou que possui uma nova linha de drones prontos para qualquer tipo de retaliação caso seja atacado, aumentando ainda mais a tensão regional.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, os exercícios operacionais serão realizados em áreas comandadas pelos americanos e seus parceiros, onde contam com bases no Kuwait, Catar, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes, no Mediterrâneo e em parte do Golfo Persa (leia-se Estreito de Ormuz). A intenção é aumentar a atividade de tropas e equipamentos militares que foram deslocados para a região nas últimas semanas, desde que os protestos no Irã ficaram mais violentos, quando o regime passou a massacrar os manifestantes. Equipes aéreas serão deslocadas para diversas e secretas localizações, com o Pentágono e a Secretaria de Guerra sob o comando da área previamente autorizada pelos países que também vão participar do mega exercício, com a disposição de contingente e equipamentos locais. O uso do espaço aéreo dessas nações também já foi liberado e coordenado com autoridades civis e militares, segundo o memorando liberado hoje pelo Pentágono.
Numa rara declaração pública, o general da Divisão Aérea, Derek France, comandante do grupamento aéreo americano, disse que “os pilotos estão prontos para operar em missões de alto risco, em condições adversas, mas com segurança, precisão e cooperação com os países parceiros”.
O anúncio desse mega exercício militar, com a chegada do porta-aviões Abraham Lincoln, dos EUA, ao Oriente Médio, acompanhado de outros navios de guerra, é um sinal de que Donald Trump poderá autorizar, a qualquer momento, uma ação militar contra o Irã. Segundo o jornal The New York Times, essa operação poderá acontecer nos próximos dias e que, caso aconteça, o Irã deverá retaliar contra os aliados dos Estados Unidos na região e suas bases militares. No último final de semana, o presidente americano disse que já possui uma “armada” no Oriente Médio pronta para atacar o país xiita, mas que esperava não ter que usá-la.
Os navios “destroyers”, que já estão posicionados pelo Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, e no Mar Mediterrâneo, são equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk, com capacidade de atingir alvos estratégicos no Irã a mais de 2.000 km de distância de suas posições marítimas.
No último final de semana, os Estados Unidos conduziram exercícios aéreos na região do Oriente Médio, mas em escala bem menor do que deverá acontecer nos próximos dias, numa clara demonstração de sua habilidade em disponibilizar aviões de combate para qualquer ponto da região rapidamente.
O Irã já declarou que qualquer tipo de ataque dos Estados Unidos será considerado uma “declaração de guerra total” contra o país e vem divulgando imagens, pela TV estatal, de uma nova linha de drones militares Shahid Bageri, que, segundo a Guarda Revolucionária, estariam prontos para retaliar qualquer ação americana. Enquanto isso, a Turquia se prepara para o que considera uma “invasão” em massa de refugiados iranianos se o governo do Irã colapsar e, por isso, está abrindo uma “buffer zone”, ou zona neutra, para receber milhares de pessoas. O parlamento turco aprovou uma moção em que enfatiza que a Turquia não aprova uma intervenção no país vizinho, que poderá desestabilizar toda a região.
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