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De Douradina, menina recebe transplante de rim após somente 2 meses de espera

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A pequena Helloysa da Silva Martins viveu, em 9 de janeiro deste ano, algo que mudou seu destino: recebeu um transplante de rim. Ela tem apenas 8 anos e mora em Douradina. Antes disso, a criança precisava percorrer aproximadamente 400 km ao lado da mãe três vezes na semana para fazer sessões de hemodiálise em Campo Grande e voltar para sua cidade. Era uma rotina bastante exaustiva, ainda mais porque cada procedimento tem horas de duração e costuma causar sintomas de desconforto. O que chamava a atenção da equipe que cuidava e seguirá cuidando da menina no Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), na Capital, é que o sorriso nunca saiu do rosto da paciente. Outro motivo de comemoração, além do que a operação em si representa, foi que a menina entrou oficialmente na fila nacional de transplantes em novembro de 2025 e um órgão compatível surgiu em cerca de dois meses, apenas, graças à solidariedade da família do doador. A paciente é acompanhada no hospital campo-grandense desde os 3 anos de idade, inicialmente com o diagnóstico de hipertensão arterial grave, depois com doença renal crônica no estágio cinco. Começou a depender da hemodiálise em julho de 2025. Como foi - A mãe recebeu a notícia da compatibilidade por ligação, na madrugada de 8 de janeiro, e começou 2026 cheia de esperança. O transplante foi realizado em Belo Horizonte (MG) e a menina precisou correr para lá, o mais breve possível. A cirurgia e todo o tratamento foram custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Os desafios continuaram surgindo para Helloysa no caminho, quando houve um acidente na rodovia. O veículo em que ela estava precisou ser escoltado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), já que não é possível esperar muito quando surge um doador compatível. “Quando ligaram de madrugada dizendo que tinha surgido um rim compatível, foi um susto e uma alegria ao mesmo tempo. Graças a Deus deu tudo certo. Ela já está comendo, andando, fazendo xixi. A gente sabe que ainda tem um caminho pela frente, mas hoje é só gratidão”, contou a mãe, Rosângela da Silva Martins. Continua em MG - Nos próximos meses, Helloysa permanecerá em Belo Horizonte para receber acompanhamento médico. Após a liberação da equipe transplantadora, ficará em monitoramento alternado entre Campo Grande e a capital mineira.  Agora, o maior sonho que a menina quer realizar é tomar banho de piscina, o que não era possível durante a hemodiálise.