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Corumbá envolve comunidades excluídas do carnaval com o "Folia nos Bairros"

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Os eventos carnavalescos de Corumbá que antecedem ao desfile das escolas de samba e blocos foram democratizados pela prefeitura, que, desde o ano passado, levou para os bairros animação que antes acontecia somente no centro (praças e porto geral) da cidade. O Folia nos Bairros, encerrado no último fim de semana, envolveu comunidades da periferia que, muitas vezes, por dificuldades de deslocamento, ficam à margem dos festejos. A iniciativa de descentralizar as ações culturais do período pré-carnavalesco foi um acontecimento marcante nos bairros Guatós, Generoso, Padre Ernesto Sassida e Cravo Vermelho, com participação ativa dos moradores. Além de espaços para as crianças, a Fundação de Cultura montou um palco nas praças, onde se apresentaram artistas locais e as escolas de samba Império do Morro, Major Gama, Caprichosos e a Pesada. “A folia aproximou a população, reuniu as famílias e elevou a autoestima de quem faz o carnaval, que é a comunidade”, sintetizou a diretora-presidente da fundação, Wanessa Rodrigues. “As pessoas ressaltam a importância de ter um evento no próprio bairro. O objetivo é justamente esse, levar a cultura popular na porta das casas e também abrir espaço para que nossos artistas e as escolas de samba se apresentem na comunidade.” Gerando renda - Presente nos bairros, o prefeito Gabriel Alves de Oliveira disse que o objetivo central do projeto é valorizar a cultura corumbaense, envolvendo uma parcela da população excluída dos festejos carnavalescos que ocorrem na Avenida General Rondon, a passarela do samba. “Estamos levando a cultura para perto das pessoas, para onde elas moram, convivem e constroem suas relações. São pessoas que não tinham acesso ao nosso grandioso carnaval”, apontou. Os efeitos positivos do Folia nos Bairros extrapolaram o clima contagiante que envolveu as comunidades. Foram disponibilizadas 50 barracas nas praças de alimentação, sem cobrança de taxas dos comerciantes, com a prefeitura estimando um movimento financeiro de R$ 150 mil nas quatro noites do evento. “Deu pra ganhar um bom dinheiro, as vendas foram muito boas, excelente”, comemorou Marcela Arruda, dona de barraca, moradora do Cravo Vermelho. “Sobrou dinheiro até para investir na praça de alimentação dos desfiles (das escolas de samba).” Pratas da casa - A Fundação de Cultura também priorizou os artistas locais, distribuindo um cachê de R$ 20 mil para oito bandas contratadas. A valorização dos chamados pratas da casa, segundo Wanessa Rodrigues, tirou esses profissionais da informalidade, os quais, hoje, têm acesso aos editais culturais e estão credenciados para trabalhar nos eventos sem intermediários. “Estamos tirando nossos artistas da invisibilidade e o Folia nos Bairros foi o pontapé inicial”, citou.