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Casa abandonada no Amambai vira ponto de drogas e insegurança para moradores

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A Travessa Pimentel, localizada no Bairro Amambai, em Campo Grande, se tornou foco de insegurança e degradação para os moradores da região. Segundo relatos de residentes que preferem manter suas identidades em anonimato, uma casa abandonada atrás da Morada dos Baís tem sido usada como ponto de encontro para usuários de drogas, resultando em brigas, furtos e até em atos de vandalismo. De acordo com uma moradora da região, a situação se agravou nos últimos meses. “A casa se tornou um ponto de encontro de usuários de drogas. Eles fazem suas necessidades do lado de fora, furtam objetos e até deixam itens roubados”, afirmou a mulher, que enviou imagens da situação ao Campo Grande News , nesta terça-feira (13), através do canal Direto das Ruas . “Recentemente, uma casa na esquina da rua foi invadida, o portão foi roubado, e nós informamos o proprietário sobre o ocorrido”, disse.  Segundo outra vizinha do imóvel, o proprietário da casa invadida, que tem uma empresa próxima à esquina da Afonso Pena com a Travessa Pimentel, foi notificado e afirmou que demoliria o imóvel para transformá-lo em um depósito. No entanto, três ou quatro meses se passaram e nenhuma ação foi tomada. Para os moradores, o imóvel continua a ser um ponto de confusão. “Na noite passada, o dono de um estacionamento próximo teve que intervir, pedindo para as pessoas saírem, pois a situação estava insuportável e não conseguimos dormir devido ao barulho e à confusão”, contou outra moradora. Além disso, duas casas vazias na rua têm contribuído para a situação. “Uma delas está fechada, mas cheia de ratos e baratas, o que afeta a nossa casa também. A outra, que permanece aberta, está prejudicando a nossa qualidade de vida. Fico com medo de sair para trabalhar e não saber o que vou encontrar ao voltar”, disse uma residente. Outra moradora da Travessa Pimentel relatou que, além dos problemas com usuários de drogas, os moradores de rua também têm causado transtornos. “Eles trocam de roupa nas nossas portas e até fazem as necessidades nos nossos portões. Agora, temos uma casa que até então estava vazia, mas foi invadida. Isso tem nos trazido muitos problemas e muita insegurança”.  A mulher também afirmou que, apesar de entrar em contato com o proprietário, até o momento nada foi feito. “O proprietário diz que vai demolir a casa, mas até agora nada foi feito. Então, os moradores da Travessa Pimentel pedem ajuda, qualquer que seja, para resolver essa situação”.  "Estamos sendo penalizados pela falta de ação do proprietário". O comerciante André Amorim, de 58 anos, também morador da região, descreveu a gravidade da situação. “A casa foi invadida, os usuários arrebentaram tudo, destruíram o imóvel, e agora não tem nem portão. O problema é que, enquanto o proprietário não recebe a autorização da prefeitura para demolir, ele tem a obrigação de deixar a casa lacrada e protegida, pois há vizinhos ao redor, muitas pessoas idosas, crianças e famílias”.  André ainda destacou que, embora o proprietário tenha a responsabilidade de tomar providências, a situação continua a piorar. “Enquanto ele não toma nenhuma atitude, nós é que sofremos. Ele pode alegar que vai demolir, mas até isso acontecer, a casa tem que estar lacrada, protegida e cuidada. Quem sofre com isso são os vizinhos, que ficam vulneráveis”.  O comerciante afirmou que a situação está gerando um ambiente insustentável para a comunidade. “Eles ficam circulando 24 horas por dia, indo e vindo o tempo inteiro. Com o final de ano, houve até as 'saidinhas' típicas dessa época. O lugar está entupido. Aqui não é só um local com dependentes químicos ou usuários de drogas. São marginais envolvidos com tráfico, roubo, assassinatos e todo tipo de crime”. Segundo ele, o comportamento dos usuários e marginais na área é constantemente alimentado pela movimentação do tráfico. “Esses indivíduos ficam nesse ciclo porque o ambiente ao redor ajuda a manter o tráfico funcionando. Isso faz com que essa quantidade de marginais, usuários e bandidos continue circulando por aqui. Muitos tentam se justificar dizendo que trabalham com reciclagem ou têm problemas de saúde, mas se você investigar a fundo, o histórico deles é terrível”.  Apesar da presença da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Metropolitana), o morador acredita que a situação persiste devido à falta de ações concretas. “A polícia até retira esses indivíduos, mas logo eles voltam, frequentemente com tornozeleiras, para continuar praticando os mesmos crimes. O problema é que eles só são retirados de circulação se forem pegos em flagrante, o que torna a situação difícil de resolver. E aí vira um ciclo vicioso”.  Em relação ao imóvel invadido, ele afirmou: “Estamos sendo penalizados, pois ele foi invadido, e isso tem gerado pânico em todos aqui”.  Procurado pela reportagem, o proprietário do imóvel não respondeu às mensagens e não atendeu às tentativas de ligação. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .