Novo salário mínimo passa a valer a partir desta quinta-feira; veja tudo o que muda
O salário mínimo passa a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira, 1º, conforme valor definido pelo governo federal no fim de 2025. O novo piso substitui o mínimo anterior, de R$ 1.518, e já está em vigor em todo o país.
O reajuste representa um aumento nominal de R$ 103, o equivalente a cerca de 6,8%, e segue a política de valorização que combina a reposição da inflação do ano anterior com ganho real limitado pelas regras fiscais. Embora o valor já esteja valendo, o impacto no bolso dos trabalhadores será sentido nos pagamentos referentes a janeiro, creditados em fevereiro.
Além dos trabalhadores que recebem exatamente o piso nacional, o novo salário mínimo influencia uma série de benefícios e programas sociais. Valores pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadorias e pensões de um salário mínimo, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego passam a ter como referência o novo valor.
O reajuste também altera o cálculo do abono salarial do PIS/Pasep, que é proporcional ao salário mínimo, e das contribuições previdenciárias de trabalhadores autônomos e microempreendedores individuais (MEI), cujos recolhimentos são vinculados ao piso nacional.
Do ponto de vista fiscal, o aumento do salário mínimo tem impacto direto sobre as contas públicas, já que uma parcela significativa das despesas obrigatórias da União é indexada ao valor do piso. Por esse motivo, o governo manteve o limite para o ganho real, dentro do arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso.
No setor privado, empresas que pagam salários atrelados ao mínimo precisarão ajustar suas folhas de pagamento a partir deste mês. O novo valor também serve como referência para contratos, pisos salariais e negociações trabalhistas em diferentes setores da economia.
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