Advogado cita “O Senhor dos Anéis” em defesa dos Kids Pretos no STF; assista
Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga os réus do Núcleo 3, conhecido como “Kids Pretos”, por tentativa de golpe de Estado, o advogado Igor Vasconcelos protagonizou, nesta quarta-feira, 12, um momento inesperado e poético ao citar a obra O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, como metáfora para sua sustentação oral. A referência literária, rica em simbolismo, foi usada para argumentar sobre coerência entre os atos dos acusados e suas respectivas imputações.
Vasconcelos iniciou sua fala com entusiasmo, evocando a saga épica de Tolkien. “Uma ilustração que vem da literatura clássica e, impressionantemente, entusiasmante, de Tolkien, O Senhor dos Anéis, conhecido e popularizado pelo filme, mas até o recorte que eu trago, salvo engano, não contém no filme, é do seu segundo livro, As Duas Torres”, disse.
Ele então reconstruiu a jornada dos Hobbits, pequenos seres incumbidos de destruir o Um Anel para salvar a Terra Média. A narrativa seguiu com a formação da Sociedade do Anel e os desafios enfrentados por Merry e Pippin, capturados pelos Orcs e posteriormente resgatados por Barbárvore, um Ent, criatura em forma de árvore que protege a floresta.
O ponto alto da analogia veio com o diálogo entre os Hobbits e Barbárvore. “Eles falam: ‘É uma história muito longa, Barbárvore. Se você quiser, enquanto o sol ainda está aqui, a gente está no sol, na floresta, menos perigo, né, a gente pode sentar e te contar, até porque você deve estar cansado de nos carregar’”, contou.
“A Barbárvore diz: ‘Eu não me canso, e como sou uma árvore, não sou flexível para sentar. Mas, e outra coisa, o sol já está se pondo, está se escondendo atrás de uma montanha, de um morro.’ Mas antes de ele falar a palavra morro, ele pergunta para os Hobbits: ‘Como que chama aquilo na língua de vocês? Qual que é o nome que é dado para aquilo na língua de vocês?’”, continuou.
“E eles, aí o Pippin fala: ‘Morro’, o Merry fala: ‘Patamar, degrau’. A Barbárvore pensa e repete: ‘Morro, é uma palavra apressada demais para descrever o tamanho e a história dessa montanha”, disse.
Com essa construção literária, Vasconcelos concluiu sua sustentação: “Inicio assim a minha sustentação oral, dizendo e requerendo que, quanto ao Sérgio Ricardo Cavalhieri, tem que haver coerência entre o nome e o que de fato aconteceu”, finalizou.
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