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Flagrante de sucuri gigante é sinal de boa alimentação: "comeu bem"

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O registro do grupo de canoístas de Mato Grosso do Sul, que flagrou, durante o Carnaval, uma sucuri gigante às margens do Rio Formoso, em Bonito, mostra que o animal está bem alimentado e saudável. O Campo Grande News  ouviu especialistas que explicaram o por que o encontro foi possível. A bióloga e médica veterinária, coordenadora do Biotério da Universidade Católica Dom Bosco, Paula Helena Santa Rita, aponta que as imagens são de uma sucuri verde. "Ela é a espécie mais pesada de serpente no mundo. Um animal pode chegar a 250 quilos. Ela não atinge o tamanho da píton, que chega a 9 metros, mas pode atingir até 5 metros. As fêmeas são maiores que os machos, então ali provavelmente se trata de uma fêmea", descreve. Segundo a bióloga, o palpite dos atletas estava certo e, provavelmente, a serpente estava no meio da digestão de um animal que havia ingerido. "E você consegue observar que é um animal bem nutrido, as escamas estão bonitas, a pele está bonita. A oferta alimentar ali está grande, ela está comendo bem, por isso que ela está com aquele volume", completa. Ela ainda explica que a espécie pode ficar meses sem se alimentar, mas sua digestão pode levar de 7 a 12 dias, dependendo do volume da presa que ela ingeriu. Já o biólogo e responsável técnico do IHP (Instituto Homem Pantaneiro) explica que a forma como a sucuri foi flagrada, enrolada em galhos, é um comportamento comum da espécie. "Sucuris são animais ectodérmicos (popularmente chamadas de animais de sangue frio), ou seja, elas não produzem calor corporal internamente como mamíferos. Dependem do ambiente para regular a temperatura. Tomar sol é uma forma de termorregulação", afirma. Além de regular a temperatura, o biólogo detalha que, ao tomar sol, as sucuris também conseguem acelerar o metabolismo e a digestão, melhorar reflexos e atividade muscular e manter funções fisiológicas eficientes. A bióloga e médica veterinária Paula Helena Santa Rita ainda aponta que o posicionamento do animal é para ajudar na digestão. "Ela está enrolada em cima dos galhos para aumentar a superfície corporal e poder absorver o sol da melhor forma possível", disse. Segundo ela, quando a espécie está dentro d'água é sinal de que está em fase de captura e apreensão de alimentos. Vulnerável - Para a coordenadora do Biotério, o flagrante dos atletas também mostra o momento mais vulnerável do animal. Paula Helena ressalta que a atitude do grupo foi exemplar. "Eles rodearam até a aproximaram silenciosamente, sem movimentos bruscos e conseguiram fazer uma imagem e a contemplação do animal sem interferir na rotina ali do animal que estava num processo ali metabólico de suma importância para a vida dele", explica. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .